Necroecology: Environmental Death in the Age of Climate Collapse and Ecocidal Development
DOI:
https://doi.org/10.48075/znzed392Resumo
Abstract
This paper introduces necroecology as a theoretical extension of necropolitics, exploring how environmental destruction functions as a structured mode of governance rather than an unintended consequence of capitalism. While Achille Mbembe’s necropolitics focuses on the governance of human life and death, necroecology expands this framework to include the systematic sacrifice of ecosystems, species, and planetary systems within the logic of economic and political domination. Building on political ecology, extractivism, and slow violence theories, this study examines the historical regimes of accumulation that have shaped necroecological governance, from colonial extractivism to contemporary hyper-extractivism. It also engages with decolonial thought to challenge Eurocentric narratives of environmental degradation and examines the role of necroecological policies. By situating necroecology as a paradigm for the global ecocide order, the paper contends that contemporary governance does not merely tolerate environmental destruction but actively organizes it as a structural condition of political economy, thereby normalizing ecological death as the foundation of capitalist development and global power relations. This article is intended as a foundational contribution to the debate on necroecology, offering a conceptual framework that bridges critical theories of governance, decolonial approaches, and ecological thought. It invites further scholarly discussion on how necroecology can illuminate the intersections of Environmental crisis, ecocides, and power in the twenty-first century.
Keywords: Necroecology; Necropolitics; Ecocide; Extractivism; Environmental governance.
Necroecologia: morte ambiental na era do colapso climático e do desenvolvimento ecocida
Resumo
Este artigo introduz a necroecologia como uma extensão teórica da necropolítica, explorando a forma como a destruição ambiental funciona como um modo estruturado de governação e não como uma consequência não intencional do capitalismo. Enquanto a necropolítica de Achille Mbembe se centra na governação da vida e da morte humanas, a necroecologia expande este quadro para incluir o sacrifício sistemático de ecossistemas, espécies e sistemas planetários dentro da lógica da dominação económica e política. Com base nas teorias da ecologia política, do extractivismo e da violência lenta, este estudo examina os regimes históricos de acumulação que moldaram a governação necroecológica, desde o extractivismo colonial até ao hiper-extractivismo contemporâneo. Também se envolve com o pensamento descolonial para desafiar as narrativas eurocêntricas da degradação ambiental e examina o papel das instituições de governação global na perpetuação das políticas necroecológicas. Além disso, o documento avalia criticamente o conceito de ecocídio, argumentando que, embora o seu reconhecimento legal possa desafiar aspectos da governação necroecológica, continua a ser limitado por quadros legais capitalistas que normalizam o sacrifício ambiental. A conclusão apela a um repensar radical da governação, da economia e da justiça, ultrapassando o paradigma neoliberal em direção a modelos alternativos que centrem a resiliência ecológica e social.
Palavras-chave: Necroecologia; Necropolítica; Ecocídio; Extrativismo; Governança ambiental.
Necroecología: muerte ambiental en la era del colapso climático y del desarrollo ecocida
Resumen
Este artículo presenta la necroecología como una extensión teórica de la necropolítica que explora cómo la destrucción ambiental funciona como un modo estructurado de gobernanza y no como una consecuencia no intencionada del capitalismo. Mientras que la necropolítica de Achille Mbembe se centra en la gobernanza de la vida y la muerte humanas, la necroecología amplía este marco para incluir el sacrificio sistemático de ecosistemas, especies y sistemas planetarios dentro de la lógica de la dominación económica y política. Basándose en la ecología política, el extractivismo y las teorías de la violencia lenta, este estudio examina los regímenes históricos de acumulación que han dado forma a la gobernanza necroecológica, desde el extractivismo colonial hasta el hiperextractivismo contemporáneo. También recurre al pensamiento decolonial para cuestionar las narrativas eurocéntricas de la degradación ambiental y examina el papel de las instituciones de gobernanza mundial en la perpetuación de las políticas necroecológicas. Además, el documento evalúa críticamente el concepto de ecocidio, argumentando que aunque su reconocimiento jurídico podría cuestionar aspectos de la gobernanza necroecológica, sigue estando limitado por marcos jurídicos capitalistas que normalizan el sacrificio medioambiental. La conclusión aboga por un replanteamiento radical de la gobernanza, la economía y la justicia, superando el paradigma neoliberal y avanzando hacia modelos alternativos que centren la resiliencia ecológica y social.
Palabras clave: Necroecología; Necropolítica; Ecocidio; Extractivismo; Gobernanza ambiental.
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