Revisitando um pai fundador:
atualidade da noção de projeto-de-mundo na psicoterapia
DOI:
https://doi.org/10.48075/aoristo.v5i2.29821Palavras-chave:
Binswanger, Projeto-de-mundo, Visão-do-mundo, Análise existencialResumo
Um dos pais fundadores da psicoterapia existencial- Ludwig Binswanger- foi justamente criticado por Martin Heidegger por excesso de formalismo e má compreensão da analítica existencial. Apesar destes reparos algumas contribuições de Binswanger, por estarem baseadas na sua experiência clínica, são, ainda hoje profícuas para uma interpretação do sofrimento, apresentado pelos nossos pacientes na clínica psicoterapêutica. É precisamente no caso da psicopatologia, tanto neurótica como psicótica, que a noção de projeto-de-mundo, apresenta um elevado valor heurístico e permite o desvelamento do modo de ser-no-mundo do paciente, a partir do qual se torna clara a origem da estrutura essencial da experiência psicopatológica. Retomando o já célebre caso apresentado por Binswanger da menina em que se separou o tacão do sapato enquanto patinava, também comentado por Heidegger, apresenta-se uma discussão histórica do caso que permita exemplificar uma interpretação, respeitadora do método fenomenológico, que ilumina o seu projeto-de-mundo e identificar, como acontece com toda a Psicopatologia, quais os dados da existência, negados, escamoteados ou escotomizados e que consequências daí advêm. É também apresentada uma via psicoterapêutica, nestes casos, a partir do questionamento dos pressupostos do projeto-de-mundo, uma vez identificados pela análise existencial.
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