Eu não sou mais realista, entrevista de Jean-Paul Sartre e Pierre Verstraeten

Autores

  • Fabrício Rodrigues Pizelli Universidade Estadual Paulista (Unesp) image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.48075/p6mxf593

Palavras-chave:

Sartre, liberdade, engajamento, escassez, revolução

Resumo

Nesta entrevista com Pierre Verstraeten, Sartre revisita criticamente sua concepção do intelectual revolucionário, o problema da liberdade e as condições do engajamento político. Distanciando-se de um certo “realismo” presente em seu teatro anterior, Sartre afirma que a radicalização revolucionária não decorre de uma “graça”, mas de circunstâncias históricas concretas e da experiência da escassez. O diálogo aborda temas centrais de sua filosofia, como liberdade, alienação, violência, práxis, cultura e revolução, articulando O ser e o nada à Crítica da razão dialética. Ao longo da entrevista, Sartre insiste na necessidade de uma contestação radical da sociedade burguesa, ao mesmo tempo em que problematiza os limites e as ambiguidades da própria ação revolucionária.

Biografia do Autor

  • Fabrício Rodrigues Pizelli, Universidade Estadual Paulista (Unesp)

    Doutorando em Filosofia pela Universidade Estadual Paulista (UNESP - Marília). Mestre em Filosofia pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Bacharel e licenciado em Filosofia pela Universidade Estadual Paulista (UNESP - Marília. Membro do grupo de pesquisa Pensamento Francês Contemporâneo (UNESP), vinculado ao diretório do CNPq. Bolsista CAPES sob o processo 88887.139232/2025-00. 

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Publicado

28-07-2026

Como Citar

Eu não sou mais realista, entrevista de Jean-Paul Sartre e Pierre Verstraeten. Aoristo - International Journal of Phenomenology, Hermeneutics and Metaphysics, [S. l.], v. 9, n. 2, p. 339–356, 2026. DOI: 10.48075/p6mxf593. Disponível em: https://saber.unioeste.br/index.php/aoristo/article/view/37720. Acesso em: 23 ago. 2026.