A filosofia moderna e a definição de filosofía

pensar por si mesmo

Autores

DOI:

https://doi.org/10.48075/gmhkec77

Palavras-chave:

Filosofia moderna, pensar por si mesmo, Kant, autonomia da razão

Resumo

O presente artigo investiga o desenvolvimento histórico e conceitual do mandamento de “pensar por si mesmo” como característica essencial da filosofia moderna. O estudo mapeia as origens dessa exigência de autonomia intelectual, identificando suas raízes na contestação da infalibilidade eclesiástica e no princípio da Sola Scriptura proposto por Lutero, que favoreceu o livre exame pessoal. Na modernidade, examina-se como Descartes utilizou a razão geométrica como ferramenta para a demolição de dogmas, método seguido por Espinosa e Leibniz. Em seguida, o texto analisa a transição para a razão crítica de Kant, que apontou as fraquezas do método matemático puramente conceitual. Kant redefine a liberdade de pensamento a partir de três eixos: a ausência de coerção civil, a rejeição da coerção em matéria de consciência religiosa e a submissão da razão estritamente às leis que ela prescreve a si mesma. Por fim, abordam-se os riscos do descumprimento desse ideal, ilustrados pelas figuras patológicas do “egoísta lógico” e do “repetidor mecânico”, concluindo-se com as reflexões de Heidegger sobre a árdua aprendizagem do ato de pensar. Defende-se que a autonomia requer um constante trabalho de autocrítica e o reconhecimento da própria ignorância. 

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Publicado

28-07-2026

Como Citar

CAÍMI, Mario. A filosofia moderna e a definição de filosofía: pensar por si mesmo. Aoristo - International Journal of Phenomenology, Hermeneutics and Metaphysics, [S. l.], v. 9, n. 2, p. 82–94, 2026. DOI: 10.48075/gmhkec77. Disponível em: https://saber.unioeste.br/index.php/aoristo/article/view/38141. Acesso em: 24 ago. 2026.