Plataformização da educação básica, neoliberalismo e trabalho docente: mercantilização, controle e perda de autonomia
DOI:
https://doi.org/10.48075/808cz993Palabras clave:
Plataformização; Trabalho Docente; Neoliberalismo; Mercantilização da Educação.Resumen
O objetivo deste estudo consiste em analisar o processo de plataformização da Educação Básica brasileira e seus impactos sobre o trabalho docente, articulando-o às transformações neoliberais e à mercantilização do ensino. Esta pesquisa é de cunho bibliográfico e teórico, cujo corpus foi composto por produções acadêmico-científicas publicadas entre 2015 e 2025, selecionadas nas bases de dados da SciELO, Portal de Periódicos CAPES e Google Acadêmico a partir dos descritores “plataformização da educação”, “trabalho docente” e “neoliberalismo”. Em relação aos documentos oficiais, a fundamentação teórica baseou-se em Marx (2013) e Saviani (2011), complementada por autores contemporâneos. Os resultados indicam que a plataformização ultrapassa a dimensão didático-pedagógica, impondo padronização curricular, centralização de decisões, monitoramento contínuo e coleta massiva de dados, o que resulta na redução da autonomia docente, intensificação do controle e enfraquecimento da função social da escola pública. Conclui-se que a plataformização, alinhada ao neoliberalismo, aprofunda a precarização do trabalho docente, o que demanda, como contraponto por parte dos defensores da escola pública, resistência coletiva e luta por regulação pública democrática em relação às tecnologias educacionais.
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