Ocupação dos Profissionais da Educação Superior em Trabalho Remoto: Análise Sobre os Processos Sociais do Mandato Ocupacional
DOI:
https://doi.org/10.48075/revex.v25i1.36363Palavras-chave:
Mandato ocupacional, Precarização do trabalho, Ensino remotoResumo
O estudo analisa conceitos de ocupações e profissões para compreender como se formam os processos sociais que estruturam o mandato ocupacional de profissionais da educação no trabalho remoto. Ocupação é definida por quem a exerce e por julgamentos internos e externos ao grupo, articulando múltiplos níveis de análise, não apenas o social (DA COSTA, 2018). O tema é relevante porque o emprego se tornou o principal meio de alcançar segurança, sucesso e suprir necessidades básicas para a sobrevivência (WOLECK, 2017). Adotou-se método qualitativo, adequado para captar fenômenos ligados à precarização do trabalho (SAMPIERI, 2013). O instrumento foi a entrevista parcialmente estruturada, “guiada por relação de pontos de interesse que o entrevistador explora ao longo de seu curso” (GIL, 2002). As entrevistas ocorreram on-line, via Google Meet, com oito participantes atuantes na educação. O material foi submetido à análise de conteúdo. Os resultados mostram que a rápida migração para o ensino remoto contribuiu para a precarização da atividade docente e para a perda de controle sobre tarefas que compõem o mandato ocupacional, em dimensões práticas e simbólicas. Das falas analisadas, emergiram quatro dimensões que sintetizam essas mudanças. Verificou-se também que a insuficiência de recursos tecnológicos e de infraestrutura dos estudantes dificultou a interação professor-aluno e complexificou a mensuração da aprendizagem. Conclui-se que a brusca modificação de processos interferiu no mandato ocupacional docente, precarizando uma categoria para a sociedade. A adaptação exigiu novo olhar sobre a prática, readequação de mecanismos de ensino e busca por conhecimentos para melhorar a dinâmica das aulas.
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