PROTAGONISMO DA REFORMA AGRÁRIA NO PARANÁ EM ÉPOCA DE PANDEMIA: AS AÇÕES DE SOLIDARIEDADE DO MST EM FATOS E FOTOS
DOI:
https://doi.org/10.48075/geoq.v13i3.25971Palabras clave:
Doação de alimentos, pandemia, reforma agrária, função social da terra.Resumen
A campanha permanente de criminalização da luta pela terra e de invisibilização das transformações promovidas pela justiça fundiária induz amplos setores da sociedade a condenarem a reforma agrária e os sujeitos que, por meio da luta, têm conseguido fazer valer os princípios constitucionais que a legitimam. Diante de tamanho desatino, a proposta deste texto é explicitar aquilo que dá certo quando tudo parece ruir. Nesses tempos em que a pandemia amplia a profunda crise econômica, sanitária e ética instalada no Brasil, propomos apresentar e refletir sobre a iniciativa do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) de arrecadar alimentos produzidos pelas camponesas e camponeses de 54 acampamentos, 123 assentamentos, 21 comunidades de faxinalenses, posseiros, unidades de produção da agricultura familiar, escolas de agroecologia, cooperativas e sindicatos de trabalhadores rurais de 81 municípios distribuídos em todas as regiões do estado para doar a quem tem fome nas cidades. O mapa da solidariedade efetiva, traduzida em quase meio milhão de quilos de comida doados em 155 dias desde o início da ação, é fruto do cumprimento da função social da terra. Esse princípio a reveste do sentido civilizatório do cuidado com a casa comum. Em tempos em que os produtores de commodities lutam pela ampliação da permissividade aos agrotóxicos, pelo direito de incendiar para invadir terras protegidas e territórios ancestrais, explicitar esse jeito de plantar, colher e doar nos marcos da resistência, do trabalho árduo e da solidariedade é uma forma de assinalar que a ciência não pode ser neutra.
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