ARTES DE FAZER NA ESCOLA: JOVENS ESTUDANTES NO ENFRENTAMENTO A VIOLÊNCIAS DE GÊNEROS, CORPOS E SEXUALIDADES
DOI:
https://doi.org/10.48075/txs2zt32Palabras clave:
educação, jovens estudantes, violência contra a mulherResumen
Neste artigo, objetiva-se discutir as práticas cotidianas de jovens estudantes que agem no enfrentamento a violências de gêneros, corpos e sexualidade na escola, destacando e problematizando a atuação neste cenário e como isso pode repercutir nas práticas escolares. Para isso, são utilizados referenciais teóricos embasados nas discussões de cotidiano na escola, de prevenção às violências contra as mulheridades e nos estudos feministas e de gêneros. No que se refere aos procedimentos metodológicos, foi realizado um recorte do estudo da tese de doutorado de uma das autoras, que se constituiu como uma pesquisa de inspiração cartográfica, produzindo-se narrativas ficcionais a partir das experiências vivenciadas na escola, bem como trazendo discursos que circulam em outros espaços sobre esta temática. A partir da análise dos dados, destaca-se que as jovens estudantes tecem práticas cotidianas para o enfrentamento a essas violências articuladas com ações relacionadas a existir, falar, escrever, ler, estudar e imaginar. Deste modo, as jovens estudantes investem em práticas cotidianas capazes de fissurar essas violências, desde o momento que reivindicam suas existências na escola, com corpos que desejam aparecer, questionando e rompendo padrões naturalizados quando exigem o direito à educação, com a persistência de seus estudos, escritas de denúncias, falas subversivas, leituras que constróem oportunidades reflexivas e imaginação de outros mundos possíveis para as meninas e mulheres. Assim, mediante o que se denomina como artes de fazer, as jovens estudantes mobilizam que a escola também atue para pensar sobre a problemática das violências de gêneros, corpos e sexualidade.
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Derechos de autor 2026 Katiele Hundertmarck, Betina Hillesheim

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