O corpo e a reza como formas de resistência nos contos “Gesso” e “Santíssima”, de Jarid Arraes e Paulliny Tort

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.5935/1981-4755.20250023

Resumen

Este artigo investiga representações do enfrentamento às violências praticadas por homens contra mulheres na literatura brasileira contemporânea escrita por mulheres. O recorte deste trabalho propõe um diálogo entre os contos “Gesso” e “Santíssima”, das escritoras Jarid Arraes e Paulliny Tort. O principal objetivo é compreender como essas narrativas evidenciam estratégias de resistência ao patriarcado religioso cristão, que historicamente considera o corpo das mulheres como propriedade do homem e da Igreja. A partir da crítica literária feminista, analiso os contos com o intuito de compreender de que maneira as narradoras recusam o silêncio como única possibilidade diante das agressões que ocorrem no ambiente doméstico, o qual deveria ser seguro, mas são espaços onde ocorrem diversos tipos de violências e são ignorados pelo sistema patriarcal do salário (Federici, 2021). Nos contos analisados a resistência não é silenciosa, mas corporificada e torna-se grito que atravessa e ressignifica a literatura brasileira contemporânea.

Publicado

10/04/2026

Número

Sección

ENTRE O SILENCIAMENTO E A DENÚNCIA: AS VIOLÊNCIAS PRESENTES NAS NARRATIVAS CONTEMPORÂNEAS DE AUTORIA FEMININA

Cómo citar

DIAS, Lorena. O corpo e a reza como formas de resistência nos contos “Gesso” e “Santíssima”, de Jarid Arraes e Paulliny Tort. Línguas & Letras, [S. l.], v. 26, n. 61, 2026. DOI: 10.5935/1981-4755.20250023. Disponível em: https://saber.unioeste.br/index.php/linguaseletras/article/view/36558. Acesso em: 12 oct. 2026.