Viveiros municipais como ferramenta estratégica de gestão pública e conservação ambiental

estudo de caso no Sudoeste do Paraná

Authors

DOI:

https://doi.org/10.48075/x38gpd78

Keywords:

Produção de mudas, Administração pública, Restauração ecológica, Arborização urbana, Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Abstract

Viveiros municipais constituem unidades técnicas fundamentais para a gestão ambiental pública, especialmente em regiões submetidas à intensa pressão agropecuária, como o Sudoeste do Paraná. Este estudo apresenta um relato da experiência do Viveiro Municipal de Santo Antônio do Sudoeste, Paraná, analisando seu histórico, sua infraestrutura, a produção e a destinação de mudas no período de junho de 2023 a junho de 2026. Adotou-se uma abordagem quali-quantitativa, mediante levantamento documental, visitas técnicas e análise normativa. No período analisado, foram produzidas 9.080 mudas, das quais 49,06% correspondem a espécies nativas e 50,94% a espécies exóticas; quanto à destinação, 74,83% foram direcionadas à zona rural e 25,17% à área urbana. Os resultados demonstram que a atuação do viveiro municipal ultrapassa a produção de mudas, uma vez que promove autonomia administrativa, contribui para o cumprimento da legislação ambiental, favorece a qualificação dos espaços públicos e auxilia no alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Conclui-se que o fortalecimento da unidade depende da manutenção de parcerias institucionais e de ações contínuas de capacitação, fundamentais para assegurar sua sustentabilidade e ampliar sua contribuição para a gestão ambiental municipal.

Downloads

Download data is not yet available.

Author Biography

  • Newton José de Jesus Silva, Municipality of Santo Antônio do Sudoeste

    Graduado em Ciências Biológicas pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora (CES-JF), MG, no segundo semestre de 2008, atuando nas áreas de biologia e ecologia aplicada. É especialista em Análise Ambiental pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), MG, onde também obteve o título de mestre em Ecologia Aplicada ao Manejo e Conservação de Recursos Naturais, desenvolvendo trabalhos nas áreas de: ecologia comportamental de vespas sociais, controle biológico de proteção e conservação ambiental. Também é formado em Bacharel no curso de Educação Física, oferecido junto ao Centro Universitário Internacional (UNINTER), polo Santo Antônio do Sudoeste - PR, atua em treinamento personalizado e Pilates Tradicional. Especializou-se em Nutrição Clínica pela Universidade Cruzeiro do Sul e graduou-se em Bacharelado em Nutrição (UNIFRAN).

References

ALMEIDA, E. D. L. et al. Tendências futuras para a biodiversidade na florestação urbana de São Paulo. Ciência Florestal, Santa Maria, v. 34, n. 2, 2024. DOI: https://doi.org/10.5902/1980509858967. Disponível em: https://doi.org/10.5902/1980509858967. Acesso em: 10 mar. 2026.

ARRIEN, M. M. et al. Livestock and water resources: a comparative study of water footprint. Sustainability, Basel, v. 17, n. 5, p. 2251, 2025. DOI: https://doi.org/10.3390/su17052251. Disponível em: https://doi.org/10.3390/su17052251. Acesso em: 15 jan. 2026.

BALZAN, M. V.; BOCCI, G.; MOONEN, A. C. Educação ambiental: viveiros como espaços de aprendizagem. Revista Brasileira de Educação Ambiental, São Paulo, v. 17, n. 2, p. 45-62, 2022. DOI: https://doi.org/10.34024/rbea.2022.v17.13498. Disponível em: https://doi.org/10.34024/rbea.2022.v17.13498. Acesso em: 8 jun. 2026.

BRASIL. Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012. Dispõe sobre a proteção da vegetação nativa. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 28 maio 2012. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12651.htm. Acesso em: 17 jun. 2026.

CARVALHO FILHO, J. L. S. et al. Produção de mudas de espécies nativas para recuperação de áreas degradadas. Revista Brasileira de Agroecologia, Porto Alegre, v. 13, n. 3, p. 78-92, 2018. DOI: https://doi.org/10.33240/rba.v13i3.2345. Disponível em: https://doi.org/10.33240/rba.v13i3.2345. Acesso em: 10 mar. 2026.

COSTA, A. B. Proteção de nascentes à base de solo-cimento. Curitiba: EMATER-PR, 2011. Disponível em: https://www.emater.pr.gov.br/sites/default/arquivos_restritos/files/documento/2020-08/protecao_de_nascentes.pdf. Acesso em: 15 jan. 2026.

GALHARDO, A. L. C. F. et al. Viveiros municipais como instrumentos de gestão da biodiversidade urbana. Revista Árvore, Viçosa, v. 44, n. 5, 2020. DOI: https://doi.org/10.1590/1806-90882020000500012. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1806-90882020000500012. Acesso em: 8 jun. 2026.

INSTITUTO HÓRUS DE DESENVOLVIMENTO E CONSERVAÇÃO AMBIENTAL. Espécies exóticas invasoras no Paraná. Florianópolis: Instituto Hórus, 2022. Disponível em: https://institutohorus.org.br/download/livros/especies-exoticas-invasoras-no-parana/. Acesso em: 17 jun. 2026.

JOLY, C. A. et al. Restauração ecológica no Brasil: desafios e oportunidades. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2018. Disponível em: https://www.usp.br/editora/livros/restauracao-ecologica-no-brasil. Acesso em: 10 mar. 2026.

NAÇÕES UNIDAS. Transformando nosso mundo: a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Nova York: Nações Unidas, 2015. Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/91863-agenda-2030-para-o-desenvolvimento-sustentavel. Acesso em: 15 jan. 2026.

SILVA, N. J. J. et al. Análise da conformidade legal e das pressões antrópicas em nascentes de propriedades rurais no Sudoeste do Paraná. Revista Brasileira de Gestão Ambiental e Sustentabilidade, Goiânia, v. 13, n. 33, p. 5-11, 2026. DOI: https://doi.org/10.21438/rbgas.v13i33.4567. Disponível em: https://doi.org/10.21438/rbgas.v13i33.4567. Acesso em: 8 jun. 2026.

SILVA, R. M. et al. Viveiros públicos como ferramenta de educação e sensibilização ambiental. Revista Brasileira de Educação Ambiental, São Paulo, v. 11, n. 2, p. 45-58, 2016. DOI: https://doi.org/10.34024/rbea.2016.v11.8765. Disponível em: https://doi.org/10.34024/rbea.2016.v11.8765. Acesso em: 17 jun. 2026.

SOUZA, K. I. S. et al. Proteção ambiental de nascentes e recarga hídrica. Águas Subterrâneas, São Paulo, v. 33, n. 1, p. 76-86, 2019. DOI: https://doi.org/10.14295/aguas.v33i1.1234. Disponível em: https://doi.org/10.14295/aguas.v33i1.1234. Acesso em: 10 mar. 2026.

VIANA, R. M. O papel dos viveiros florestais na recuperação de áreas degradadas. Revista de Ciências Agrárias e Ambientais, Belém, v. 6, n. 2, p. 45-60, 2022. DOI: https://doi.org/10.18764/2358-2732.v6n2.4567. Disponível em: https://doi.org/10.18764/2358-2732.v6n2.4567. Acesso em: 15 jan. 2026.

WISSER, D. et al. Water use in livestock agrifood systems and its contribution to local water scarcity. Water, Basel, v. 16, n. 12, p. 1681, 2024. DOI: https://doi.org/10.3390/w16121681. Disponível em: https://doi.org/10.3390/w16121681. Acesso em: 8 jun. 2026.

ods 38012

Published

29/08/2026

How to Cite

SILVA, Newton José de Jesus. Viveiros municipais como ferramenta estratégica de gestão pública e conservação ambiental: estudo de caso no Sudoeste do Paraná. Revista Interdisciplinar de Desenvolvimento Sustentável, [S. l.], v. 1, n. 1, 2026. DOI: 10.48075/x38gpd78. Disponível em: https://saber.unioeste.br/index.php/rides/article/view/38012. Acesso em: 31 aug. 2026.