RELAÇÕES DE PODER E A VIOLÊNCIA SIMBÓLICA: REPRODUÇÃO DE PRÁTICAS SOCIOCULTURAIS E A CONDIÇÃO DA MULHER EM CHOVE SOBRE MINHA INFÂNCIA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.48075/rlhm.v17i29.26776

Palavras-chave:

A mulher no espaço familiar, Poder simbólico, Violência simbólica, Dominação masculina.

Resumo


RESUMO: Este estudo apresenta análises sobre as relações de poder, estruturadas pelos sistemas simbólicos, reveladas nas interações dos personagens da obra literária Chove sobre minha infância, romance de Miguel Sanches Neto (2014). A leitura voltou-se às representações da mulher no contexto da narrativa, com destaque para as vivências familiares e as práticas socioculturais de reprodução da violência simbólica invisível e naturalizada pelo domínio masculino, relacionada às personagens Nelsa, Carmem e às mulheres pintadas. O estudo abordou nuances no campo do poder simbólico em meio aos sistemas estruturados, tais como a família e a religião. Ao analisarmos essas práticas e estruturas na ficção, o estudo visa ampliar o debate sobre a realidade empírica da condição de muitas mulheres no âmbito familiar e lançar luz para a consciência dessas formas simbólicas de opressão. As reflexões analisam os significados que direcionam a ordem familiar em seus aspectos culturais e ideológicos, no jogo que envolve o poder simbólico nas relações de ordem dominante, as quais são reveladas numa estrutura social impregnada de opressão à mulher e a supremacia do homem. Práticas conservadas e reproduzidas pela estrutura social, que precisam ser problematizadas e repensadas. 

Biografia do Autor

Dayana Bombassaro, Universidade Estadual do Oeste do Paraná

RESUMO: Este estudo apresenta análises sobre as relações de poder, estruturadas pelos sistemas simbólicos, reveladas nas interações dos personagens da obra literária Chove sobre minha infância, romance de Miguel Sanches Neto (2014). A leitura voltou-se às representações da mulher no contexto da narrativa, com destaque para as vivências familiares e as práticas socioculturais de reprodução da violência simbólica invisível e naturalizada pelo domínio masculino, relacionada às personagens Nelsa, Carmem e às mulheres pintadas. O estudo abordou nuances no campo do poder simbólico em meio aos sistemas estruturados, tais como a família e a religião. Ao analisarmos essas práticas e estruturas na ficção, o estudo visa ampliar o debate sobre a realidade empírica da condição de muitas mulheres no âmbito familiar e lançar luz para a consciência dessas formas simbólicas de opressão. As reflexões analisam os significados que direcionam a ordem familiar em seus aspectos culturais e ideológicos, no jogo que envolve o poder simbólico nas relações de ordem dominante, as quais são reveladas numa estrutura social impregnada de opressão à mulher e a supremacia do homem. Práticas conservadas e reproduzidas pela estrutura social, que precisam ser problematizadas e repensadas. PALAVRAS – CHAVES: representação da mulher; poder simbólico; violência simbólica; dominação masculina.

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Publicado

02-07-2021

Como Citar

BOMBASSARO, D. RELAÇÕES DE PODER E A VIOLÊNCIA SIMBÓLICA: REPRODUÇÃO DE PRÁTICAS SOCIOCULTURAIS E A CONDIÇÃO DA MULHER EM CHOVE SOBRE MINHA INFÂNCIA. Revista de Literatura, História e Memória, [S. l.], v. 17, n. 29, p. 416–434, 2021. DOI: 10.48075/rlhm.v17i29.26776. Disponível em: https://saber.unioeste.br/index.php/rlhm/article/view/26776. Acesso em: 6 dez. 2021.

Edição

Seção

PESQUISA EM LETRAS NO CONTEXTO LATINO-AMERICANO E LITERATURA, ENSINO E CULTURA