Infâncias livres: experiências brincantes como processo de humanização
DOI:
https://doi.org/10.48075/86e8rx17Palavras-chave:
Infância; Brincar; Teoria Crítica.Resumo
Na contemporaneidade, é possível vislumbrarmos uma cultura lúdica infantil, marcada por um brincar cada vez mais tecnológico e administrado; a separação existente entre o mundo da criança e o mundo do adulto foi aproximada pela Indústria Cultural. Com uma gama de ofertas imbuídas de valores sociais e culturais, o ser criança hoje segue um caminho perigoso: com a limitação ou mesmo a perda da experiência, uma condição essencial para o processo de humanização. Logo, este texto tem como objetivo refletir o brincar hoje e suas implicações a fim de possibilitar que as crianças tenham infâncias mais livres, no sentido de ser possível adotar na educação novos olhares para a experiência brincante como um processo de humanização. O texto é resultado de um mestrado e atual doutorado numa universidade pública brasileira. A metodologia de pesquisa pautou-se num estudo bibliográfico dos filósofos Theodor Adorno, Max Horkheimer e Walter Benjamin e outros autores contemporâneos. O objetivo é chamar a atenção dos educadores e pesquisadores sobre a responsabilidade enquanto sujeitos sociais e humanos sobre as experiências que são oferecidas às crianças diante das armadilhas de um mundo que se rende cada vez mais às tecnologias no campo da educação.
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