O novo ensino médio no Brasil e os mecanismos simbólicos de (re)produção da violência positiva
DOI:
https://doi.org/10.48075/rtm.v20i36.33448Palavras-chave:
BNCC; Ensino Médio; Violência Simbólica.Resumo
O Novo Ensino Médio no Brasil em vigor a partir da aprovação da Base Nacional Comum Curricular (2018) provocou inúmeros debates na mídia, na sociedade civil organizada e no mundo acadêmico. A implantação da Pedagogia das Competências atrelada à adequação curricular e introdução dos itinerários formativos passou a compor uma grande mudança educacional. Desse modo, o objetivo desse trabalho é compreender como a mudança no currículo do Novo Ensino Médio no Brasil, (re)produz a violência positiva a partir de mecanismos simbólicos contidos na linguagem documental. Para análise, foi realizada uma revisão bibliográfica de literatura a partir dos conceitos de violência simbólica e violência positiva, além de análise documental. Os resultados demonstram que a nova formatação curricular introduz mecanismos que tornam o discurso da autonomia, protagonismo, autoria e liberdade ferramentas simbólicas de uma violência positiva, a partir de instrumentos de linguagem que provocam implicações psíquicas e sociais nos sujeitos aprendentes e no conteúdo político educacional.
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