Assistência estudantil e inclusão na Universidade de Taubaté: alcances e limites das ações do núcleo de acessibilidade e inclusão
DOI:
https://doi.org/10.48075/rtm.v20i37.36990Palavras-chave:
Assistência Estudantil; Educação Inclusiva; Ensino SuperiorResumo
Em se tratando de acessibilidade e inclusão, o atendimento às necessidades e direitos dos alunos, revela-se como desafio significativo, inclusive no ensino superior. Este artigo tem como proposta analisar as experiências e os desafios da Universidade de Taubaté (UNITAU) no desenvolvimento de Políticas de Assistência Estudantil por meio do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão (NAIN). Trata-se de uma pesquisa qualitativa, realizada por meio de estudo documental, analisando registros de relatórios. Para coleta de dados, foram selecionados os arquivos de 2022 a 2025 sobre o número, tipos e casos atendidos, como relatórios do serviço, de estruturação e funcionamento do NAIN. Os resultados evidenciam crescimento no número atendimentos, passando de 251 atendimentos em 2022 para 277 em 2025, envolvendo alunos da graduação, e do colégio de aplicação. Verificou-se predominância de alunos com TDAH (50%), seguida de TEA (19,7%) e dislexia (3,1%). As ações do NAIN incluíram adaptações pedagógicas, formação docente, monitoria especializada, elaboração de orientações formais e fortalecimento da articulação institucional. Entre os principais desafios, destacam-se a insuficiência de recursos humanos especializados, barreiras estruturais e dificuldades atitudinais ainda presentes no ambiente acadêmico. Conclui-se que o NAIN desempenha papel central na consolidação da política de inclusão da UNITAU, contribuindo para a permanência estudantil e para a transformação das práticas pedagógicas. Contudo, a efetivação plena da inclusão requer ampliação de recursos, continuidade das ações formativas e superação das barreiras culturais que ainda limitam o direito à educação superior inclusiva.
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