PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS RECÉM-NASCIDOS COM CARDIOPATIAS CONGÊNITAS EM UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA NEONATAL
DOI:
https://doi.org/10.48075/vscs.v11i1.33680Resumo
Introdução: As cardiopatias congênitas são responsáveis por cerca de 6% das mortes no primeiro ano de vida, se apresentadas de forma grave, esta taxa se eleva para 30% em neonatos. Objetivo: identificar o perfil epidemiológico dos recém-nascidos com cardiopatias congênitas internados na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal de um hospital público no Oeste do Paraná. Materiais e métodos: Trata-se de um estudo epidemiológico, observacional, transversal, retrospectivo e quantitativo. Os dados foram coletados de prontuários de neonatos hospitalizados na Unidade de Terapia Intensiva entre janeiro de 2022 e janeiro de 2023 e foram apresentados em tabelas com frequências absolutas e relativas e suas correlações. Resultados: Foram encontrados 25 casos de neonatos com cardiopatia, predominando o sexo feminino, cor branca, residentes em áreas urbanas, com peso médio de 2.665 gramas e idade gestacional média de 36,72 semanas. O tipo de cardiopatia mais prevalente foi Forame Oval Patente (40,2%), seguido de Comunicação Interventricular (15,6%). O tratamento mais utilizado foi Prostaglandina e Furosemida. Quatro casos evoluíram a óbito, quatro foram encaminhados para correção cirúrgica e (12,2%) seguiram para acompanhamento especializado. Conclusão: A análise epidemiológica destacou idade gestacional, peso ao nascer, escala de Apgar, tipos de cardiopatias, testes e tratamentos, além dos fatores maternos envolvidos. Algumas características diferem de outras pesquisas, revelando um perfil distinto no município e destacando a importância de abordagens integradas para lidar com cardiopatias congênitas em recém-nascidos.
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