DUAS FACES DE MACHADO DE ASSIS

Ildo Carbonera

Resumo


Muitos autores didáticos estudiosos do mundo machadiano continuam aceitando pacificamente as duas fases e os adjetivos  realista, cético e pessimista como definidores do tom que  acompanha a maior parte da obra do autor de Dom Casmurro.  Discordamos, valendo-nos das conversas, ideias e discursos  apresentados por cientistas, políticos, oradores de sobremesa e  escritores ao longo da ficção machadiana - de Contos Fluminenses a Memorial de Aires. Há ali as mais diversas manifestações de uma “prosa hilariante”, distante da famigerada “prosa pessimista”. Cético, mas também desabusado, sim, como está lá  no conto Teoria do Medalhão: a ironia e a chalaça, juntas. A  atitude do escritor e as formas de apresentação dos meios  expressivos fazem lembrar das palavras de Adso, do romance O nome da rosa, de Umberto Eco: Guilherme, ao contrário, ria só quando dizia coisas sérias, e se  mantinha seriíssimo quando presumivelmente estava zombando.

Palavras-chave


Literatura, Machado de Assis, Escola Realista, Prosa Hilariante.

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