JUCA MULATO: MÍSTICA E MODERNISMO

Cicero Cunha Bezerra, Ricardo Itaboraí Andrade de Oliveira

Resumo


A leitura de Juca Mulato permite, mais do que investigar a temática da mestiçagem, da figura do caboclo em suas relações com o seu habitat natural - a natureza brasileira – como palco do drama de um amor impossível, adentrarmos em uma experiência narrativa em que o lirismo, somando a uma linguagem paradoxal em que “treva” e “luz”, “alma” e “mundo”, “ver” e “visão”, convergem em uma experiência de unificação e, também de morte, nos possíveis aspectos místicos que norteiam essa obra. Juca Mulato evidencia, assim, por um lado, uma poesia sertanista, de um regionalismo sentimental que, no contexto do modernismo nascente à época da sua publicação, remonta aos ideais do nacionalismo romântico almejando um sentimento de brasilidade através dessa personagem candidamente forte e, por outro, a relação universal do homem com a natureza mediante uma experiência amorosa revelando a  universalidade literária dessa obra. Esse artigo tem, portanto, o objetivo de traçar alguns elementos presentes em Juca Mulato como tensão entre o estritamente regional e o universal que se expressaria pelos aspectos naturais, nos quais o poema se desenvolve, e religiosos ou místicos que se manifestam como elementos constitutivos da linguagem poética. 


Palavras-chave


Lirismo, Mística, Juca Mulato, Menotti Del Picchia, Literatura

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