A CIDADE, O CONCEITO E A LÓGICA: O RIO DE JANEIRO (NÃO) É VIOLENTO?

Fernanda Canavêz, Gilberto Noronha

Resumo

Este artigo pretende analisar um dos discursos em voga na esfera do poder público sobre a violência no Brasil, mais especificamente na cidade do Rio de Janeiro. A partir do questionamento sobre se o Rio de Janeiro seria ou não violento objetiva-se problematizar a lógica que fundamenta debates atualmente corriqueiros sobre violência e, em última instância, sobre as formas de enfrentamento desta como problema social. Parte-se da hipótese de que esses discursos estariam estruturados na lógica dualista moderna, aqui destacada como lógica das fronteiras, a qual serve de sustentação para um determinado ideal de civilização que seria alcançado a partir da pretensa superação da barbárie.

Palavras-chave

Violência; Rio de Janeiro; Modernidade; História; Psicanálise; Fronteiras

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