A respeito da “marginalidade” da meditação de sentido (besinnung) ou da in-utilidade da ciência para a vida
DOI:
https://doi.org/10.48075/aoristo.v4i1.27614Palavras-chave:
Metafísica, Ciência, UtilidadeResumo
Vivemos sob o domínio da “objetivação”, mas este esquema reducionista dificulta o acesso a realidades espirituais. Hermógenes Harada foi um pensador “marginal” na torrente do niilismo ocidental, nesta situação tornou-se um sábio guerreiro no confronto intelectual com os “idiotas da objetividade”. Este artigo continua este confronto, pensando a origem histórico-filosófica da objetivação e, com ajuda de Nietzsche, reportará esta origem ao surgimento da filosofia socrática, que não apenas queria conhecer, mas principalmente “corrigir a vida”, com a crença na existência de um mundo metafísico. Os “conceitos metafísicos” constituem a base das “ciências úteis”, aquelas ciências que, corrigindo a vida, pretendem “salvar-nos” dos perigos, do sofrimento e da morte, neste mundo aparente, agitado e inseguro. A confiança excessiva depositada nas “ciências úteis” à “correção da vida” tem como consequência uma doença na cultura ocidental: todos os valores superiores se desvalorizaram, o niilismo bate à nossa porta. Como se “curar” desta doença? Nietzsche encontrou na “meditação de sentido” (Besinnung) uma forma de convalescença do niilismo: “na marginalidade” da torrente do niilismo meditar o sentido (besinnen) das experiências históricas. “Na marginalidade” da meditação de sentido é possível “valorar” (perspectivar) a “in-utilidade” da ciência para a vida.
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