Reflexões sobre surdez e educação escolar: do oralismo à educação bilíngue de surdos como modalidade de ensino
DOI:
https://doi.org/10.48075/educare.v21i51.31244Palavras-chave:
Inclusão de surdos; Bilinguismo; Educação de Surdos.Resumo
Este ensaio discute a educação de surdos, focando nos desafios do cotidiano escolar e na valorização da identidade e cultura surda. É um processo complexo, pois os surdos foram historicamente excluídos da educação formal e impedidos de exercer sua cidadania. O trabalho analisa a trajetória educacional (oralismo, comunicação total e bilinguismo) e reflete sobre caminhos para um ensino inclusivo, pautado na educação bilíngue, atual modalidade no Brasil. A metodologia qualitativa permite aprofundar narrativas, percepções e experiências de surdos em diferentes contextos. Da literatura, emergem temas como evolução pedagógica, luta por reconhecimento linguístico, políticas educacionais e vozes marginalizadas, destacando-se o Bilinguismo pelo respeito à identidade, cultura e especificidades do surdo. O texto revela nuances das trajetórias educacionais, identifica lacunas na pesquisa e sugere futuras investigações que incluam perspectivas surdas na construção histórica. Conclui-se que a pesquisa qualitativa captura a diversidade dessas experiências, promovendo uma compreensão completa e inclusiva da história educacional de surdos.
Referências
BRASIL. Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002. Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais - Libras e dá outras providências. Brasília: Diário Oficial da União, 2002.
BRASIL. Decreto nº 5.626, de 22 de dezembro de 2005. Regulamenta a Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais – Libras, e o art. 18 da Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000. Brasília: Diário Oficial da União, 2005.
BRASIL. Ministério da Educação. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília: MEC/SEESP, 2008. 15 p.
ALBIR, A. H. A aquisição da competência tradutória: aspectos teóricos e didáticos. In: PAGANO, A.; MAGALHÃES, C.; ALVES, F. (org.). Competência em tradução: cognição e discurso. Belo Horizonte: UFMG, 2005. p. 19-57.
BORGES, R. L. Libras e acessibilidade para surdos no ensino superior. Revista Sinalizar, Goiânia, v. 5, 2020. DOI: 10.5216/rs.v5.60287. Disponível em: https://revistas.ufg.br/revsinal/article/view/60287. Acesso em: 7 fev. 2024.
CAPOVILLA, F. Filosofias educacionais em relação ao surdo: do oralismo à comunicação total ao bilinguismo. Revista Brasileira de Educação Especial, Bauru, v. 6, n. 1, p. 99-116, 2000.
CICCIONE, M. Comunicação Total. Rio de Janeiro: Cultura Médica, 1990.
COUTO, Á. Como posso falar. Rio de Janeiro: Skorpios, 1988.
CRUZ, O. M. de S. e S. da (org.). Educação de surdos em perspectiva bilíngue. Rio de Janeiro: INES, 2023. Disponível em: https://drive.google.com/file/d/1K2a9GS1kqRJNxhh9OBV6j7JXK_f7j_Zo/view. Acesso em: 7 fev. 2024.
DIAS, V. L. L. Rompendo a barreira do silêncio: interações de uma aluna surda incluída em uma classe do ensino fundamental. 2006. 164 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2006.
FERNANDES, H.; RIOS, K. Educação com bilinguismo para crianças surdas. Intercâmbio, São Paulo, v. 7, p. 13-21, 1998.
GESSER, A. Libras? Que língua é essa?: crenças preconceitos em torno da Língua de Sinais e da realidade surda. São Paulo: Parábola, 2009.
GROSJEAN, F. Life with Two Languages: An Introduction to Bilingualism. Massachusetts: Harvard University Press, 1994.
GUIMARÃES, E. Brasil: país multilíngue. Ciência e Cultura, São Paulo, v. 57, n. 2, 2005.
GOLDFELD, M. A criança surda linguagem e cognição numa perspectiva sociointeracionista. São Paulo: Plexus, 2002.
INES - INSTITUTO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DE SURDOS. Conheça o INES. 2024. Disponível em: https://www.ines.gov.br/conheca-o-ines. Acesso em: 2 fev. 2024.
KOSLOWSKI, L. O Modelo Bilíngue/Bicultural na Educação do Surdo. In: SEMINÁRIO SURDEZ: DESAFIOS PARA O PRÓXIMO MILÊNIO, 2000, Rio de Janeiro. Anais [...]. Rio de Janeiro: INES, 2000. p. 47-52.
LACERDA, C. B. F. de. A inclusão escolar de alunos surdos: o que dizem alunos, professores e intérpretes sobre esta experiência. Cadernos Cedes, Campinas, v. 26, n. 69, p. 163-184, 2006.
LACERDA, C. B. F. de. Intérprete de Libras: em atuação na educação infantil e no ensino fundamental. Porto Alegre: Mediação/FAPESP, 2009.
LENZI, A. O método Perdoncini. In: STROBEL, K. L.; DIAS, S. M. (org.). Surdez: Abordagem geral. Curitiba: Feneis, 1995. p. 22-23.
LODI, A. C. B. Educação em língua brasileira de sinais: um direito dos surdos a ser assegurado. Cadernos de Linguagem e Sociedade, Brasília, v. 22, n. 2, p. 316-330, 2021. DOI: 10.26512/les.v22i2.40916. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/les/article/view/40916. Acesso em: 7 fev. 2024.
MAIA, M. A importância da história dos surdos para o avanço da educação. Revista Porto das Letras, v. 3, n. 1, p. 101-111, 2017.
MANTOAN, M. T. E. Inclusão Escolar: o que é? Por quê? Como Fazer? 2. ed. São Paulo: Moderna, 2006.
MENDES, E. G. A educação inclusiva e a universidade Brasileira. Revista Espaço, Rio de Janeiro, v. 18, n. 19, p. 42-44, 2002/2003.
PAGNI, P. A. Corpos deficientes, seus movimentos políticos por inclusão e seus agenciamentos no Ensino Superior Brasileiro: um ensaio à luz da filosofia da diferença. In: MARTINS, S. E. S. de O.; CIANTELLI, A. P. C. (org.). Inclusão universitária no século XXI: dilemas atuais. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2023. p. 27-78.
PIMENTA, S. G. O estágio na formação de professores: unidade entre teoria e prática. In: PINTO, F. B. (org.). A história da educação dos surdos no Brasil oitocentista. Rio de Janeiro: Cultura Surda, 1995.
QUADROS, R. M. de. Educação de surdos: a aquisição da linguagem. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997.
QUADROS, R. M. de. Alfabetização e o ensino da língua de sinais. Textura, Canoas, n. 3, p. 53-61, 2000.
SÁ, N. R. L. Cultura, poder e educação de surdos. São Paulo: Paulinas, 2006.
SACKS, O. Vendo vozes: uma jornada pelo mundo dos surdos. Rio de Janeiro: Imago, 1990.
SKLIAR, C. (org.). A surdez: um olhar sobre as diferenças. 3. ed. Porto Alegre: Mediação, 2016.
SILVA, V. Educação de Surdos: uma releitura da primeira escola pública para surdos em Paris e do Congresso de Milão em 1880. In: QUADROS, R. M. (org.). Estudos Surdos I: série de pesquisas. Petrópolis: Arara Azul, 2006. p. 14-37.
STROBEL, K. L. As imagens do outro sobre a cultura surda. Florianópolis: Ed. da UFSC, 2008.
STROBEL, K. L. História da Educação de Surdos. Florianópolis: Editora da UFSC, 2009.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Direitos autorais (c) 2026 Jonis Manhães Sales Felippe, Rafaela Dumas Reis Dias

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.
Aviso de Direito Autoral Creative Commons
Política para Periódicos de Acesso Livre
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
1. Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.2. Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
3. Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).
Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional, o que permite compartilhar, copiar, distribuir, exibir, reproduzir, a totalidade ou partes desde que não tenha objetivo comercial e sejam citados os autores e a fonte.