A centralidade dos fundamentos estéticos nas metodologias ativas de ensino-aprendizagem
DOI:
https://doi.org/10.48075/p8beqg36Palavras-chave:
Epistemologia da Aprendizagem; Fundamentos da Educação; Metodologias Ativas.Resumo
Este artigo, elaborado na forma de um ensaio, apresenta reflexões teórico-críticas acerca do modo como as metodologias ativas de ensino-aprendizagem são tratadas na bibliografia, em geral. Seu principal objetivo é propor que a discussão em torno dessas metodologias se dê com maior ênfase nos fundamentos estéticos da educação. Para garantir o embasamento teórico dos argumentos, toma-se como ponto de partida diferentes autores e suas justificativas em favor da adoção dessas metodologias. Com o aporte de autores referenciais como Merleau-Ponty e Maffesoli, defende-se rever a discussão sobre essas abordagens educativas, valorizando-se mais a dimensão estética sobretudo para evitar a propagação de visões estereotipadas que reforçam uma concepção fragmentada do próprio ser humano e da educação. Dentre os principais argumentos, destacam-se características do Movimento Maker, com a robótica educacional, e da abordagem STEAM. Conclui-se que sob o racionalismo na modernidade as metodologias tradicionais de ensino deixaram a dimensão estética em segundo plano. No entanto, a percepção sensorial dos fenômenos experimentados pelos alunos é de importância basilar para a aprendizagem. Desse modo, justifica-se a necessidade de ampliar e de reforçar a compreensão e o debate sobre a centralidade dos fundamentos estéticos nas metodologias ativas de ensino-aprendizagem.
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