POR UMA “HISTORIOGRAFIA MENOR”
VOZES DA INFÂNCIA SILENCIADAS NOS AUTOS JUDICIAIS DA COMARCA DE IRATI DA DÉCADA DE 1920
DOI:
https://doi.org/10.48075/zszgd190Palabras clave:
Historiografia, fontes, silenciamentos, conceitoResumen
Este texto integra um esforço analítico voltado à reflexão crítica sobre as fontes mobilizadas em minha pesquisa de doutoramento, cujo eixo temático é a infância e a família na primeira metade do século XX. Por meio da apropriação conceitual da noção de “literatura menor”, formulada pelos filósofos Gilles Deleuze e Félix Guattari, buscamos problematizar uma forma de historiografia que amplie a análise das fontes a partir de seus indícios mais opacos, considerando-os como manifestações de sujeitos historicamente silenciados em sua condição de confronto com os dispositivos de poder. Propomos, assim, uma “historiografia menor” que possibilite compreender como esses sujeitos – mesmo destituídos da palavra direta – revelam modos de existência atravessados por políticas diversas, das quais ora participam, ora resistem e se desvinculam.
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