O mover-se da linguagem
aspectos colaborativos da "escrita não criativa"
DOI:
https://doi.org/10.48075/ri.v24i2.29082Palavras-chave:
Escrita não criativa, Kenneth Goldsmit, Prática colaborativa, Internet, LinguagemResumo
Argumentamos neste artigo que a prática copie e cole, presente nas produções que recebem o nome de “escrita não criativa” (ENC) (GOLDSMITH, 2015), tem como marco a noção de colaboração desenvolvida a partir de 1968, e consolidada com a difusão da internet provocada pela criação da World Wide Web (www), em 1989. Discutiremos que tais característicos inserem o apropriacionismo do século XXI numa lógica que dialoga com as mudanças tecnológicas de nosso tempo baseada na manipulação de materiais já existentes, tal como o fazemos corriqueiramente no traslado de arquivos digitais diversos de um lugar a outro, alterando-os como, quando e o quanto quisermos; ou quando acrescentamos, modificamos ou suprimimos linhas em arquivos open source, como o Linux, ou do tipo Wikipedia. Assim como usuários e programadores manipulam dados que estão à disposição e lançam mão sobre eles, movendo a linguagem de lugar sob aspectos colaborativos, artistas podem se sentir à vontade a utilizarem procedimentos semelhantes na produção de obras literárias voltando-se para intervenções, enxertos, citações e plágio intencional. Nosso objetivo é discutir a cópia como procedimento a partir dessas questões, recorrendo a teóricos como Nathalie Heinich (2014), Reinaldo Laddaga (2012), Teixeira Coelho (2019) e Pedro Dolabela Chagas (2018). Tentaremos contextualizar a ENC a partir de nossa premissa, comentando obras como Traffic, de Kenneth Goldsmith (2007), Ensaio sobre os mestres, de Pedro Eiras (2017) e Sessão, de Roy David Frankel (2017).
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