Homens e políticas públicas: entre o público e o privado
visibilidades e invisibilizações
DOI:
https://doi.org/10.48075/ri.v25i2.31040Palavras-chave:
homens, políticas públicas, análise textual discursiva, psicologiaResumo
O tema das políticas públicas para homens, no Brasil, começa a receber atenção entre as décadas de 60 e 70 do século XX, diante da necessidade de lidar com o fato de que, ao mesmo tempo em que homens detinham maior poder que as mulheres, eles possuíam desvantagens em relação a elas no que se refere às taxas de morbimortalidade. Nesse contexto, este artigo apresenta uma revisão baseada no método de Scoping Review, sobre políticas públicas direcionadas aos homens no período de 2010-2020. Para tal, partiu-se da seguinte questão: como a produção científica acadêmica relaciona “homens” com as políticas públicas a eles destinadas? Utilizou-se a Análise Textual Discursiva para o processo de compreensão do material coletado. Esse é um processo auto-organizado em que novos entendimentos emergem de uma sequência de três componentes: desconstrução dos textos do corpus - unitarização; estabelecimento de relações entre os elementos unitários – categorização; apreensão do emergente em que a nova compreensão é comunicada e validada. Nesse processo, emergiram dos resultados duas categorias: O Público e o Privado nas Políticas Públicas e Homens e Políticas Públicas: Visibilidades e Invisibilizações. Os achados deste estudo expõem a complexidade da questão. Os discursos, que se inserem no plano simbólico, instituídos por meio de diferentes rituais que naturalizam a estrutura de poder e dominação, ditam e delimitam espaços de circulação e atuação para mulheres e, também, para homens. Esses homens, presos aos papeis de gênero, pouco questionam sobre as construções sociais em torno de sua masculinidade, exercendo-a com plena visibilidade.
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