SUJEITOS ANTAGÔNICOS E RESISTÊNCIA AO PROJETO EDUCACIONAL DA NOVA DIREITA PARA A UNIVERSIDADE PÚBLICA ARGENTINA (2024-2025)
DOI:
https://doi.org/10.48075/apt8mx94Palavras-chave:
nova direita., proyecto educional, universidade pública argentinaResumo
O objeto deste artigo são os discursos consensuados pelos sujeitos coletivos que se opõem e resistem ao projeto educacional da nova direita para a universidade pública na Argentina. Para tanto, apresentamos o conjunto de sujeitos coletivos envolvidos na resistência. Em sequência, apresentamos o projeto da nova direita para a educação. Posteriormente, recuperamos e analisamos com enfoque histórico-crítico as três convocações divulgadas para justificar as grandes marchas realizadas na Argentina nos anos 2024 e 2025. Os argumentos encontrados nos discursos proferidos de forma consensual pelos sujeitos coletivos antagônicos que se opõem ao projeto da nova direita são majoritariamente práticos, tomam as circunstâncias como premissas, os objetivos são sustentados para indicar o futuro desejado, destacam valores específicos que restringem as opções possíveis, e esses valores delimitam as circunstâncias ou o diagnóstico. São expressões repetidas a palavra crise, junto com a palavra orçamento, acompanhadas de qualificativos negativos (insuficiente, cortado, terminal, entre outros), e a palavra futuro associada positivamente aos sonhos das novas gerações. Cada tipo de participante do conflito universitário está vinculado a tipos de processos: · os manifestantes - enfrentar, liderar, voltar, avançar, desmentir; os funcionários do governo nacional - fazer declarações, decretar, proclamar, vetar. A comunidade universitária participa corporal e materialmente nos acontecimentos das manifestações, mas também propõe projetos de lei, assina acordos, consulta suas bases.
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