VIOLÊNCIA SIMBÓLICA E MILITARIZAÇÃO DA ESCOLA PÚBLICA: APROXIMAÇÕES A PARTIR DE BOURDIEU E FOUCAULT

Autores

DOI:

https://doi.org/10.48075/g5g44906

Palavras-chave:

Violência Simbólica, Escolas cívico militares, Dominação Masculina, Militarização da Educação

Resumo

O presente artigo analisa as relações entre violência simbólica, militarização da escola pública, gestão educacional e dominação masculina, tomando como referência as contribuições teóricas de Pierre Bourdieu e, de maneira complementar, de Michel Foucault. O estudo busca compreender de que maneira o modelo cívico-militar contribui para a legitimação de formas de autoridade, disciplina e hierarquia associadas à masculinidade hegemônica no espaço escolar. A pesquisa caracteriza-se como qualitativa, de natureza bibliográfica e documental, fundamentada na análise de legislações, normativas institucionais e produções acadêmicas relacionadas às escolas cívico-militares. A investigação evidencia que a militarização da educação pública ultrapassa a dimensão administrativa e disciplinar da gestão escolar, configurando-se também como processo simbólico de produção e reprodução de relações de poder. Nesse processo, a violência simbólica manifesta-se como mecanismo de legitimação de práticas disciplinares e hierarquias institucionais que incidem sobre as relações escolares, os modos de convivência e a produção de formas cotidianas de violência no ambiente educacional. Observou-se que valores como ordem, obediência, controle, meritocracia e hierarquia passam a adquirir legitimidade pedagógica e institucional, reforçando modelos de autoridade historicamente associados ao universo masculino. A análise demonstra ainda que as práticas disciplinares presentes no modelo cívico-militar incidem diretamente sobre os corpos, os comportamentos e as subjetividades escolares, produzindo mecanismos de normalização, controle social e reprodução da violência simbólica no espaço escolar.

Biografia do Autor

  • Hadja Noemi Fernandes de Lima, Universidade Estadual do Centro Oeste

    Mestranda do Programa de Pós Graduação em Educação (PPGE) da Universidade Estadual do Centro - Oeste - UNICENTRO, Guarapuava, Paraná, Brasil.

  • Suzete Terezinha Orzechowski, Universidade Estadual do Centro-Oeste

    Graduada em Pedagogia pela Universidade Estadual do Centro-Oeste (1987), especialização em Psicologia Educacional e mestrado em Educação pela Universidade Estadual de Campinas em convênio com a UNICENTRO (2000). Atualmente é professora da Universidade Estadual do Centro-Oeste. Doutora em Educação-Formação de professores com Bolsa Capes PDSE na PUC/Pr – UNED/Madrid e pós doutora pela UEPG com estudos na Pedagogia Social e Educação Social. Líder do GETFOP – Grupo Educação, Trabalho e Formação de Professores. Coordenadora do LAPSU- Laboratório de Pedagogia Social da Unicentro. Integrante do FORPPED – Forum Parananense dos Cursos de Pedagogia. Integra o Movimento Nacional em defesa do curso de Pedagogia- MONAPE. Membro do Grupo de Trabalho da RePPed – Rede Nacional de Pesquisadores em Pedagogia- desenvolvendo pesquisa pela Chamada CNPq/MCTI/FNDCT N 18/2021. Acesso ao currículo lattes completo em: http://lattes.cnpq.br/4042897428634580

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Publicado

21-10-2026

Edição

Seção

VIOLÊNCIA ESCOLAR, CONFLITOS E IMPACTOS SOCIOEMOCIONAIS

Como Citar

FERNANDES DE LIMA, Hadja Noemi; ORZECHOWSKI, Suzete Terezinha. VIOLÊNCIA SIMBÓLICA E MILITARIZAÇÃO DA ESCOLA PÚBLICA: APROXIMAÇÕES A PARTIR DE BOURDIEU E FOUCAULT. Ideação, [S. l.], v. 28, n. 2, p. 207–227, 2026. DOI: 10.48075/g5g44906. Disponível em: https://saber.unioeste.br/index.php/ideacao/article/view/38053. Acesso em: 27 out. 2026.