O discurso estratégico: a função da linguagem na arte de escrever de Maquiavel

Autores

  • José Luiz Ames

DOI:

https://doi.org/10.48075/rtc.v14i28.1690

Palavras-chave:

Linguagem política, Persuasão, Dissimulação, Estratégia

Resumo


Maquiavel tem a pretensão de ser radicalmente novo. Feito um príncipe novo num Estado, tem a missão de subverter de cima abaixo a ordem instituída. Para preservar sua segurança, obriga-se a comunicar seu pensamento usando de artifícios que o coloquem ao abrigo da repressão das autoridades estabelecidas. Deste modo, a obscuridade algumas vezes presente na sua obra é premeditada e está a serviço de uma estratégia. A hipótese de leitura que examinamos é de que a estrutura de seu discurso comporta dois registros fundamentais: a dissimulação e a persuasão. Ambos estão a serviço da mesma estratégia de ensinamento: mostrar de que forma a ação política pode estabelecer os novos fundamentos da política capazes de subverter as formas antiquadas de organização do poder.

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Publicado

01-01-2000

Como Citar

AMES, J. L. O discurso estratégico: a função da linguagem na arte de escrever de Maquiavel. Tempo da Ciência, [S. l.], v. 14, n. 28, p. p. 115–129, 2000. DOI: 10.48075/rtc.v14i28.1690. Disponível em: https://saber.unioeste.br/index.php/tempodaciencia/article/view/1690. Acesso em: 3 dez. 2021.

Edição

Seção

Artigos