O TEMPO NO TEATRO DE GIL VICENTE

Autores

  • Maria Perla Araújo Morais

DOI:

https://doi.org/10.48075/rt.v12i27.14371

Palavras-chave:

Gil Vicente, Teatro, Crise feudal

Resumo


As peças vicentinas registram a crise do mundo feudal. Diante dos novos tempos, Gil Vicente disfere duras críticas aos valores e comportamentos portugueses do século XVI. Acredita que a sociedade portuguesa negligencia a questão religiosa ao se pautar numa vivência ritualística da fé. No aspecto econômico, atesta a escalada de uma economia mercantil, que proporciona ao homem português a possibilidade de ascensão social, em detrimento a uma ascese espiritual. Gil Vicente prega uma reforma, mas bem diferente da Reforma de Lutero. Antes, o teatro vicentino vislumbra uma vivência de um cristianismo primitivo em um país que se diferenciava em muitos sentidos daqueles que abraçaram o protestantismo.Em última instância, as peças de Gil Vicente versam sobre uma vivência complexo do tempo: uma experiência da eternidade e da ascese espiritual que se confronta com uma experiência do tempo mais mercantil.

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Publicado

11-10-2016

Como Citar

MORAIS, M. P. A. O TEMPO NO TEATRO DE GIL VICENTE. Trama, [S. l.], v. 12, n. 27, p. 252–270, 2016. DOI: 10.48075/rt.v12i27.14371. Disponível em: https://saber.unioeste.br/index.php/trama/article/view/14371. Acesso em: 28 out. 2021.

Edição

Seção

Temas Livre