Arya Stark, donzela-guerreira?

Autores

Palavras-chave:

Literatura, Cultura, Gênero.

Resumo


Este artigo aborda em seu conteúdo uma análise sobre a personagem Arya Stark da obra literária, As crônicas de Gelo e Fogo, do autor George R.R. Martin. Para tanto, o estudo foi direcionado pelo estudo a respeito de gênero (GALVÃO, 1998), a saber, sobre a compreensão do termo donzela-guerreira e de sua importância frente às questões sociais pertinentes a vivência feminina, sobretudo na tradição literária. O propósito de analisar a personagem é de estabelecer um debate a respeito da ‘imagem’ feminina na obra, por meio de Arya e de uma comparação com a vivência da mulher na sociedade contemporânea, sendo assim, os conceitos teóricos, por meio de revisão bibliográfica sobre ethos (AMOSSY, 2014; EGGS, 2014) e da cena enunciativa (MAINGUENAU, 2014) auxiliam na constituição argumentativa para melhor compreensão dos tipos discursivos que estão no cerne social historicamente e que refletem na obra analisada. O resultado da pesquisa, a partir dos estudos da base teórica, foi convergente a elucidação da constituição social que o discurso tem frente à temática. Dessa forma, mostra-se relevante pontuar que compreender como os discursos são definidos e expressos através da literatura continua a revelar os entraves que resultam em ocasionais domínios de grupos sobre outros.

Biografia do Autor

Carlos Brito Oliveira, Faculdade Integrada Brasil Amazônia (FIBRA)

Curso de pós-graduação "lato sensu" Língua Portuguesa: leitura e produção textual. Professor especialista em língua portuguesa.

Aline Batista Rodrigues, Universidade Federal do Pará (UFPA)

Programa de pós-graduação em Letras/ UFPA. Professora Mestra em Linguística. Doutoranda em Estudos Línguisticos. Orientadora deste artigo.

Referências

AMOSSY, Ruth (Org.). Imagens de Si no Discurso: a construção do Ethos. 2º ed. São Paulo: Editora Contexto. 2014.

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Publicado

21-12-2017

Como Citar

OLIVEIRA, C. B.; RODRIGUES, A. B. Arya Stark, donzela-guerreira?. Travessias, Cascavel, v. 11, n. 3, p. 388–406, 2017. Disponível em: https://saber.unioeste.br/index.php/travessias/article/view/17824. Acesso em: 27 maio. 2022.

Edição

Seção

LINGUAGEM