AS VIAGENS DE MILTON NASCIMENTO

Autores

  • Alberto Carlos de Souza

Palavras-chave:

Milton Nascimento, Música Popular Brasileira, Lugares de Memória.

Resumo


Estudo que busca discutir os lugares de memória nas obras fonográficas “Minas” e “Geraes”, de Milton Nascimento, lançadas em 1975 e 1976, respectivamente; vistas pela crítica da época como as mais representativas do “movimento” Clube da Esquina. Tais obras foram engendradas num contexto em que o Brasil vivia um momento de forte repressão política, circunstância na qual Milton e seus parceiros percebem a oportunidade de, em “Minas” cantar para dentro, em suas raízes interioranas e, em “Geraes”, cantar para fora, ao incorporar à sua musicalidade elementos latino-americanos. “Minas” e “Geraes” têm o significado de serem “lugares sem frestas” - onde não há “desbunde”, muito pelo contrário, há exposição de resistência nos corpos, na paixão, nos sentimentos, na fé e na memória -, incapazes de serem tocados por um sistema cuja premissa era a total falta de sensibilidade para o humano e o universal. A narrativa foi desenvolvida em dois tempos, a saber, um tempo linear, marcado pelo Chronos, aonde a vida de Milton – desde criança até o presente -, vai se desenrolando e, outro tempo, o de eterna presença, marcado pelo Aion, no qual, acontecimentos supostamente disparam o processo de criação musical.

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Publicado

26-10-2011

Como Citar

SOUZA, A. C. de. AS VIAGENS DE MILTON NASCIMENTO. Travessias, Cascavel, v. 5, n. 2, 2011. Disponível em: https://saber.unioeste.br/index.php/travessias/article/view/5314. Acesso em: 29 nov. 2021.

Edição

Seção

ARTE E COMUNICAÇÃO