PEDAGOGIA DA NARRATIVA E A NARRATIVIDADE

Autores

  • Elza Kioko Nakayama Nenoki do Couto

Palavras-chave:

Narrativas. Narratividade. Adolescentes carentes. Escolas públicas.

Resumo


Atualmente, vivenciamos nas escolas públicas, a inserção de adolescentes em situação de rua e na rua. Isto nos induz a uma reflexão sobre o ensino-aprendizagem de qualquer conteúdo que deve ser feita sob perspectivas da própria ciência, da psicológica, da política, da social, da cultural e da histórica. Nesta perspectiva, objetiva-se fazer uma reflexão sobre a produção textual, especificamente sobre a narrativa de e para crianças carentes, que encontram nas escolas o germe inibidor da escrita, ao se priorizarem nas aulas de redação a quantificação dos “erros” que os estudantes cometem. Como consideração final desse trabalho enfatiza-se que o professor, que trabalha especialmente com crianças carentes, poderia priorizar a produção de narrativas cujos temas fossem os referentes à sua vida de modo geral, como experiências pessoais, temas festivos e angústias. Ao trabalhar as narrativas acima, o professor amparado pelas teorias não só linguísticas, mas também pelas teorias antropológicas, conheceria a realidade de seus alunos e seria sensível às narrativas escritas por elas, não se esquecendo que elas são a expressão de uma realidade emocional fragilizada (carentes) e não dominada (adolescentes).

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Publicado

01-01-2000

Como Citar

COUTO, E. K. N. N. do. PEDAGOGIA DA NARRATIVA E A NARRATIVIDADE. Travessias, Cascavel, v. 5, n. 2, 2000. Disponível em: https://saber.unioeste.br/index.php/travessias/article/view/5748. Acesso em: 29 nov. 2021.

Edição

Seção

EDUCAÇÃO