Acúmulo de fitomassa e teor de clorofila em plântulas de cultivares de arroz sob estresse por frio

Caroline Borges Bevilacqua, Carolina Terra Borges, Eduardo Venske, Andréia da Silva Almeida, Paulo Dejalma Zimmer

Resumo

O estresse por frio durante os estádios iniciais de desenvolvimento do arroz pode causar desuniformidade e diminuição na velocidade de germinação. O objetivo do presente estudo foi avaliar distintas cultivares de arroz quanto ao teor de clorofila e acúmulo de fitomassa, esta medida após um período de recuperação, em resposta a este estresse, procurando ainda estabelecer qual variável melhor serve na discriminação de genótipos para a característica em questão. Para tanto, foram utilizadas as cultivares Ambar, Diamante e Oro, consideradas tolerantes; BRS Fronteira e BRS Pampa, moderadamente tolerantes; IRGA 417, BRS Pelota, BRS Taim e BRS Sinuelo CL, tidas como sensíveis ao frio. O semeio foi realizado em copos de 0,2 L com substrato de vermiculita, em delineamento inteiramente casualizado, com três repetições. Após sete dias a 25 °C as plântulas foram expostas a 4 °C durante 24 h e, logo após, foi estimado o teor de clorofila das plântulas. Posteriormente, estas plântulas ficaram durante 72 h a 25 °C para recuperação e, em seguida, foi coletado material para a medição das fitomassas secas. Houve diferenças expressivas entre os genótipos e grupos de genótipos para a massa seca de plântulas e teor de clorofilas, quando sob estresse por frio. Os teores de clorofila não são eficientes para distinguir cultivares de arroz, já a massa seca de raízes e total de plântulas, avaliada após um período de recuperação de estresse por frio, é efetiva na separação de genótipos de arroz sob este estresse, podendo ser utilizada como ferramenta para este propósito.

Palavras-chave

Estresse abiótico; Oryza sativa L.; desenvolvimento inicial.

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