Controle pós-colheita de Colletotrichum musa em bana (Musa sp.) por cânfora (Artemísia camphorata) e quitosana

V. Carré, J. R. Stangalin, A. Becker, A. L. Zanella, A. C. Gonçalves Jr., K. R.F. Schwan-Estrada, G. Franzener, M E.S. Cruz

Resumo

Este trabalho foi conduzido com o objetivo de avaliar o efeito da planta medicinal Artemísia camphorata (Cânfora) e de quitosana (polímero de B- 1,4 glucosamina) no controle em pós-colheita da antracnose da banana. Para os ensaios in vitro avaliou-se o crescimento micelial de Colletotrichum musae em meios sólido e líquido contendo quitosana a 10, 25, 50, 100, 200 e 400 ug/ml (dissolvida ou não em HCl 0,04 N), ou cânfora a 1, 5, 10, 15, 20 e 25% (peso fresco/volume). In vivo avaliou-se o controle pós-colheita por imersão de frutos de banana “Prata” por 3 min nas soluções de quitosana ou cânfora, utilizando-se como controles benomyl (0,25 g/l) e água destilada. Através dos resultados observou-se que a cânfora inibiu em 41% o crescimento micelial e em 86% a esporulação, em meio sólido, embora tenha estimulado o crescimento micelial em meio líquido. Para quitosana no meio sólido ocorreu inibição do crescimento miclial em até 32% e estímulo da esporulação, enquanto que em meio líquido ocorreu 48% de inibição do crescimento. A redução da severidade de antracnose nos frutos foi de 67%, 63% e 56% para os tratamentos com cânfora, quitosana e fungicida, respectivamente. Estes resultados indicam o potencial de A. camphorata e quitosana para o controle de C. musae em pós-colheita em banana.

Palavras-chave

Antracnose; controle alternativo; planta medicinal

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