Ação do herbicida alachlor na microbiota do solo, nodulação e rendimento de plantas de amendoim

M. S. F. P. Peixoto, C. C. Peixoto, L. S. V. Sampaio, H. S. V. Sampaio, R. A. S. Souza, J. R. C. Almeida

Resumo

Objetivou-se avaliar o efeito do herbicida alachlor na  nodulação e rendimento de dois genótipos de amendoim, bem como a população de bactérias e fungos e atividade microbiana do solo, em condições de campo. O delineamento experimental foi em blocos casualizados em esquema fatorial (2x4x4). Foram utilizados dois genótipos de amendoim (Vagem Lisa – G1 e Tatuí – G2) e quatro tratamentos, a saber: capina + semente inoculada (C+SI), capina + semente não inoculada (C+SNI), herbicida + semente inoculada (H+SI), herbicida + semente não inoculada (H+SNI), com quatro repetições, totalizando 32 parcelas. O herbicida alachlor
foi aplicado em cobertura na dose de 6 L ha -1 do produto comercial. A semeadura foi realizada em parcela experimental de 17,5 m2. Aos 42 e 56 dias após a emergência (DAE) foram
determinados o número e massa seca dos nódulos. O rendimento de grãos e a quantificação de fungos e bactérias foram determinados aos 84 DAE. A atividade microbiana foi monitorada
quinzenalmente, durante 84 dias. O rizóbio introduzido (Bradyrhizobium japonicum) não foi eficiente para competir com a população indígena no processo de nodulação. A presença do
herbicida aumenta a população de bactérias e  a atividade microbiana do solo. O genótipo Tatuí apresenta rendimento superior ao Vagem Lisa apenas no tratamento herbicida com
inoculação.

Palavras-chave

Amendoim, herbicida, fixação biológica, microrganismos

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