A defesa vegetal contra fitopatógenos

J. R. Stangarlin, O. J. Kuhn, M. V. Toledo, R. L. Portz, K. R. F., S. F. Pascholati

Resumo

Com o crescente desenvolvimento de tecnologias voltadas para a agricultura, são evidentes os incrementos na utilização de insumos, em especial de pesticidas. O uso de agroquímicos vem contribuindo para o aumento da produtividade agrícola, mas também tem sido responsável por efeitos adversos sobre o meio ambiente e a saúde humana. Atualmente, com o avanço da agricultura de base agroecológica, novas medidas de proteção de plantas vêm apresentando destaque, como a indução de resistência, que é
ativação  de mecanismos de defesa vegetal para o controle de pragas e doenças. Um enorme volume de pesquisas dentro da fitopatologia se concentra no fenômeno da especificidade entre o patógeno e o hospedeiro, fenômeno de reconhecimento, do papel
das fitotoxinas e enzimas microbianas extracelulares na patogênese e dos fatores bioquímicos de resistência, como compostos fenólicos, fitoalexinas e proteínas relacionadas a patogênese. As plantas medicinais possuem compostos secundários que tanto podem ter ação fungitóxica (ação antimicrobiana direta) como elicitora, ativando mecanismos de defesa nas plantas (ação indireta).  O uso de medicamentos
homeopáticos também usados como métodos de controle alternativo tem demonstrado capacidade para induzir a produção de metabólitos  secundários como às proteínas relacionadas à patogênese.  Esta revisão contém informações sobre trabalhos com
extratos de plantas medicinais e homeopatia em modelos vegetais, onde o uso destes tem sido buscado como principal objetivo o controle de fitopatógenos, sua potencialidade e perspectivas de avanço visando uma agricultura de baixo impacto.

Palavras-chave

controle alternativo, indução de resistência, plantas medicinais, homeopatia

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