Deriva simulada de herbicidas em mudas de Coffea canephora

Oscar Mitsuo Yamashita, João Vítor Nogueira Orsi, Dennis Daniel Resende, Frederico da Silva Mendonça, Ostenildo Ribeiro Campos, João Aguilar Massaroto, Marco Antônio Camillo de Carvalho, Paulo Sérgio Koga, Walmor Moya Peres, Alcione Lidiane Alberguini

Resumo

A cafeicultura brasileira representa para a economia nacional, uma atividade de relevante importância econômica e social. O cultivo do café, como qualquer outra cultura, necessita de cuidados em relação ao processo de condução no campo. Dentre os fatores que interferem e provocam consideráveis perdas econômicas, a competição da lavoura com plantas daninhas é considerada uma das mais importantes. Lavouras recém implantadas podem ser submetidas a controle químico (jato dirigido) de plantas daninhas. Entretanto, a deriva acidental de herbicidas sobre as plantas pode provocar injúrias ou até a morte destas, quando em estágio inicial de desenvolvimento. O presente trabalho objetivou quantificar a intoxicação de herbicidas aplicados em mudas de café: glyphosate (180g i.a ha-1); 2,4-D (335g i.a. ha-1); glyphosate + 2,4-D (90g i.a + 167g i.a ha-1); oxyfluorfen (120 e 240g i.a. ha-1). Apesar da fitointoxicação provocada pelos herbicidas, principalmente oxyfluorfen na maior dose, estes foram caracterizados como de baixa intensidade, não sendo suficientes para levar a morte das plantas. Variáveis como diâmetro do caule e teor de clorofila nas folhas em algumas avaliações não apresentaram diferenças entre os tratamentos. Massa seca de caule, número de folhas e altura de planta foram influenciados pela ação de oxyfluorfen, principalmente na maior dose. Apesar da reduzida ação fitotóxica dos herbicidas testados, os danos provocados nas mudas de café podem incorrer em retardamento no desenvolvimento das plantas no campo e conseqüente redução na produtividade.

Palavras-chave

café; conillon; fitointoxicação; subdose

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