Carregando a maconha pelas fronteiras do preconceito: os enfrentamentos das organizações canábicas no mercado farmacêutico
DOI:
https://doi.org/10.48075/csar.v24i44.30898Palavras-chave:
Administração, Maconha, Cannabis Medicinal, Associação, ONGsResumo
A maconha é uma erva bastante popular não apenas pelo seu uso recreativo, mas também por suas utilidades dentro dos âmbitos farmacêuticos. O preconceito contra esta planta, que se enraizou nas últimas décadas, tem sido a maior barreira para o acesso da Cannabis Medicinal dentro do Brasil, criando climas de intolerância, tanto em questões sociais quanto políticas do país. Por conta disso, existem Organizações não Governamentais (ONGs) e empresas que se especializam em ajudar aqueles que buscam tratamento com medicamentos canábicos, auxiliando em questões jurídicas e burocráticas, além de lutarem pela acessibilidade do uso medicinal da maconha. Através de um estudo exploratório, realizando entrevistas com indivíduos que trabalham em organizações canábicas, esta pesquisa procura compreender as principais dificuldades que as instituições que buscam o acesso à cannabis medicinal precisam enfrentar para atuar no Brasil, além de entender a forma de como estas enfrentam tamanhas adversidades. Após a análise das respostas de três entrevistados, incluindo as respostas da presidente de uma ONG, ficou aparente que o preconceito consegue afetar diretamente as suas atividades de maneira negativa, e que a principal forma de combater contra a intolerância é a disseminação da informação e cultura, de forma a contender a ignorância diante dos resultados positivos que a cannabis medicinal traz. Com as recentes vitórias que as organizações canábicas têm conquistado nos últimos anos, é aparente o otimismo que existe em relação ao futuro por uma maior acessibilidade das pessoas aos medicamentos dentro do território brasileiro.
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