Mulheres, negras e quilombolas: o empoderamento social das Amélias, grupo de mulheres de Portalegre/RN

Autores

Palavras-chave:

Mulher. Negra. Quilombola. Preconceito. Racismo.

Resumo


Este trabalho é um desdobramento da pesquisa de dissertação sobre comunidades quilombolas do Alto Oeste Potiguar. No entanto, o interesse de estudar o grupo de mulheres denominado As Amélias surgiu durante a pesquisa, quando percebemos a importância do grupo para a comunidade Sobrado, na qual vivem alunos que participaram da nossa pesquisa. Assim, o trabalho tenta problematizar a condição tripla das integrantes do grupo de mulheres de Portalegre/RN – ser mulher, negra e quilombola. Tem por objetivo conhecer o grupo de mulheres e perceber a importância que o mesmo tem para as suas integrantes, no sentido de fortalecê-las no enfrentamento dos múltiplos preconceitos que vivenciam socialmente em virtude de gênero, raça e etnia. Do ponto de vista metodológico o trabalho partiu de revisão bibliográfica e da análise de uma narrativa escrita da líder da comunidade quilombola. Abordamos o grupo de mulheres negras quilombolas As Amélias por entendermos que tem uma importância singular para a comunidade na qual existe, inclusive na construção da identidade dos habitantes locais, principalmente dos mais jovens. Como resultado das análises e reflexões que fizemos sobre a narrativa da líder da comunidade, podemos pontuar o aspecto político das Amélias, isto é, a tomada de consciência quanto à desigualdade social e à exclusão a que estão submetidas e a organização coletiva como forma de luta, de resistência e de afirmação da identidade quilombola.

Biografia do Autor

Ivanilza Souza Beserra, Universidade do Estado do Rio Grande do Norte

Mestra em Ensino pelo (PPGE) da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). Especialista em Política de Promoção da Igualdade Racial na Escola pela Universidade Federal do Semi-Árido (UFERSA, 2015). Graduada em Pedagogia pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN)

Cícero Nilton Moreira da Silva, Universidade do Estado do Rio grande do Norte

Possui graduação em Geografia/Licenciatura pela Universidade Estadual do Ceará (2000), mestrado em Geografia também pela Universidade Estadual do Ceará (2003) e Doutorado em Geografia pela Universidade Federal do Ceará - UFC (2013). Atua como Professor Adjunto, do Quadro Permanente, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte - UERN (Campus de Pau dos Ferros-RN), com atividade de pesquisa junto ao Núcleo de Estudos de Geografia Agrária e Regional (NuGAR) e ao Núcleo de Estudos em Educação (NEEd), ambos vinculados à PROPEG/UERN. Faz parte do corpo docente permanente do Programas de Pós-graduação em Ensino (PPGE), mais especificamente do Curso de Mestrado Acadêmico em Ensino (CMAE), bem como do Programa de Pós-graduação em Planejamento e Dinâmicas Territoriais do Semiárido (PLANDITES), ambos sediados no CAMEAM/UERN. Além de orientar 01 (um) projeto de Iniciação Científica (PIBIC Edital 2018-2019), sobre a Aplicabilidade do PRONAF A na Microrregião de Pau dos Ferros (RN); Possui experiência na área de Geografia Humana, com ênfase nos seguintes temas: espaço agrário, reforma agrária, movimentos sociais no campo, desenvolvimento rural e território, Pronaf, metodologia participativa e gestão comunitária, ensino de geografia.

Referências

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Publicado

26-12-2019

Como Citar

BESERRA, I. S.; SILVA, C. N. M. da. Mulheres, negras e quilombolas: o empoderamento social das Amélias, grupo de mulheres de Portalegre/RN. Travessias, Cascavel, v. 13, n. 3, p. 107–122, 2019. Disponível em: https://saber.unioeste.br/index.php/travessias/article/view/23613. Acesso em: 24 maio. 2022.

Edição

Seção

DOSSIÊ TEMÁTICO: Identidades sociais de raça em livros didáticos e narrativas autobiográficas