Água residuária de suinocultura sobre a produtividade de soja e milho segunda safra: uso e viabilidade econômica

Alfredo José Alves Neto, Maria do Carmo Lana, Leandro Rampim, Luis Antônio de Mendonça Costa, Jéssica Caroline Coppo, Alvaro Guilherme Alves

Resumo

Existe urgência na condução de pesquisas para recomendação de doses, épocas e formas de aplicação de água residuária de suinocultura (ARS), a qual é composta de resíduos orgânicos e elementos minerais, que podem ser absorvidos pelas plantas. O objetivo do trabalho foi avaliar análise econômica e o efeito de ARS associada à fertilizante mineral nas culturas de soja e milho segunda safra em sistema de plantio direto em LATOSSOLO VERMELHO Distroférrico típico no município de Cafelândia, oeste do Paraná. De setembro de 2013 a agosto de 2014 foi conduzido um experimento com cinco doses de ARS (0, 35, 70, 135 e 140 m3 ha-1 ano-1) e dois níveis de adubação mineral (ausência e presença). Utilizou-se o delineamento experimental de blocos casualizados com parcelas subdivididas, com quatro repetições. Nas parcelas principais alocou-se o fator ARS e nas subparcelas o fator adubação mineral. Foram avaliadas as variáveis biométricas, produtividade e determinou-se a análise econômica com as receitas líquidas das culturas. As doses de água residuária de suinocultura causaram aumento na massa de mil grãos e redução no número de nódulos das plantas de soja. Houve incremento linear no teor de umidade de grãos e na produtividade da cultura do milho em sucessão à cultura da soja, adubada com ARS. A dose calculada que apresentou os maiores índices de receitas líquidas foi o tratamento com 70 m3 ha-1 ano-1, com R$ 3.221,43 e R$ 3.114,25 para as distâncias de 5.000 e 10.000 metros respectivamente.

Palavras-chave

adubação orgânica; análise econômica; ciclagem de nutrientes; nitrogênio.

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