Arquétipo do paraíso: imagens do espaço sagrado na poética de Gonçalves Dias

Autores

Palavras-chave:

Arquétipo, Paraíso, Gonçalves Dias, Sagrado

Resumo


Com a utopia romântica, a poesia de Gonçalves Dias exprime o sentimento pela terra natal, elevada à condição de lugar sagrado, ao nosso ver, arquétipo do paraíso terreal, onde a natureza transmite o encanto para quem vive distante, no estrangeiro. Assim, de acordo com a concepção crítico-metodológica do Imaginário (JUNG, 2012; ELIADE, 2010a; DURAND, 2011 entre outros), far-se-á uma reflexão sobre a imagem do espaço sagrado construído na poesia gonçalvina. Estruturada em uma análise teórica, o artigo abriga desde uma perspectiva histórica do paraíso até sua condição arquetípica do paraíso brasileiro na obra de Dias, considerando inclusive, como a poética gonçalvina apresenta a crise da identidade nacional desde sua origem.

 

Biografia do Autor

Moisés Carlos Amorim, Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso - Seduc-MT

Doutorando em Estudos de Linguagem pela Universidade Federal de Mato Grosso-UFMT

Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Estudos de Cultura Contemporânea da Universidade Federal de Mato Grosso (ECCO-UFMT).

Graduado em Letras Protuguês Literaturas também pela UFMT

Docente na Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso - Seduc-MT

Diego Pinto Sousa, Universidade Estadual de Campinas - Unicamp Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso - Seduc-MT

Doutorando em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas - Unicamp, Mestre em Estudos de Linguagem pela Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT, especialista em Docência Universitária pelo Centro Universitário Adventista - Unasp-Ec, Graduado em Letras Português/Espanhol também pela UFMT. 

Docente da Educação Básica na Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso.

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Publicado

26-12-2019

Como Citar

AMORIM, M. C.; SOUSA, D. P. Arquétipo do paraíso: imagens do espaço sagrado na poética de Gonçalves Dias. Travessias, Cascavel, v. 13, n. 3, p. 199–213, 2019. Disponível em: https://saber.unioeste.br/index.php/travessias/article/view/22953. Acesso em: 21 jan. 2022.

Edição

Seção

LITERÁRIA