TRATAMENTO DA OSTEOMIELITE CRÔNICA: UM ESTUDO DE CASO
DOI:
https://doi.org/10.48075/vscs.v3i2.18257Keywords:
Osteomielite, Fisioterapia, Fratura.Abstract
A osteomielite crônica é uma infeção óssea duradoura e persistente que pode ocorrer de forma hematogênica ou por contiguidade de um foco de infecção com origem traumática, cirurgia ou implantes, sendo o trauma a causa mais comum principalmente após acidentes automobilísticos. A infecção pode encontrar-se no periósteo, córtex, medula ou osso esponjoso, dependendo do grau de acometimento do paciente. O agente patogênico mais comum é por S. aureus. A sintomatologia pode ser localizada ou sistêmica. Quando ocorre de forma localizada, as queixas principais dos pacientes acometido são de dor crônica (80% dos casos), edema, eritema e presença de abscesso. Sistemicamente pode ocorrer febre (22% dos casos). O sinal mais frequente nesta patologia é a limitação funcional na área afetada. Por este motivo o objetivo deste estudo foi realizar um estudo de caso sobre osteomielite crônica, discutindo o tratamento fisioterapêutico realizado. Paciente masculino, 44 anos com os diagnóstico de osteomileite há 4 anos em região distal de fíbula e tíbia direita, com ferida presente na mesma região, não realiza descarga de peso no membro inferior direito, apresenta edema em tornozelo direito e dores em hemicorpo esquerdo em região lombar. O estudo do caso foi desenvolvido no Centro de Reabilitação Física da Universidade Estadual do Oeste do Paraná, na cidade de Cascavel – Paraná, mediante coleta de dados por ficha de avaliação e aplicação de testes fisioterapêuticos, configurando uma pesquisa exploratória, documental, com abordagem descritiva e qualitativa. Através do quadro clínico foram traçados objetivos terapêuticos com a finalidade de promover a diminuição da tensão muscular no membro inferior esquerdo, região lombar e dorsal de tronco, promover ativação e força muscular no membro inferior direito, melhorar mobilidade do membro inferior direito e mobilidade de tronco, pelve e lombar, melhorar ativação dos músculos responsáveis pela estabilização central do corpo, com a finalidade de evitar compensações durante a marcha e a posição ortostática e promover orientações sobre exercícios a serem realizados em domicilio. Após quatro sessões, foi possível observar melhoras nas dores lombares e dorsais, utilizando escala visual analógica (EVA) e aumento da força muscular avaliada através da escala de força muscular de Kendall.
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