A Coroa, as senhoras e os irmãos: a viuvez feminina na colônia (Rio Janeiro, c. 1763- c. 1808)

Cristiane Fernandes Lopes Veiga

Resumo


Este artigo pretende analisar os mecanismos utilizados pelas viúvas para garantir sua sobrevivência na ausência do esposo. O local e período estudados se restringem à sociedade fluminense após a transferência do vice-reinado para cidade do Rio de Janeiro até a chegada da família real. Dessa forma, observaremos como, durante a colônia, a monarquia e as instituições assistenciais, tais como irmandades e confrarias, serviram aos interesses e às necessidades das viúvas. Havia a preocupação da monarquia portuguesa em proteger a viúva e os herdeiros contra tropeços na administração das legítimas, bem como contra más intenções de indivíduos interessados em dissipar o patrimônio dos casais desfeitos. Foi nesse contexto que as irmandades e confrarias atuaram. Elas auxiliaram a coroa, algumas vezes indiretamente, outras diretamente como foi o caso da Santa Casa de Misericórdia, na proteção das viúvas em risco de decadência moral e econômica.

Palavras-chave


viúvas; capitania do Rio de Janeiro; Brasil colônia.

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ISSN: 1981-478X


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