LES MYSTÈRES DE SÃO SALVADOR OU QUANDO A VIDA IMITA A ARTE: CRIME, LITERATURA E REPRESENTAÇÃO NO BRASIL DO SÉCULO XIX

Francisco Ferreira Júnior

Resumo


Partindo das reflexões sobre representação de Roger Chartier e dos diálogos entre a história e a literatura o presente artigo pretende demonstrar como o artista e falsário José Maria Cândido Ribeiro utilizava o romance Os Mistérios de Paris, de Eugène Sue para significar suas práticas, enquanto trabalhou como espião e delator para a polícia de Salvador, entre 1850 e 1855. Como fontes, além do romance citado, será utilizado um conjunto de correspondências escritas por Cândido Ribeiro ao seu protetor João Maurício Wanderley, o Barão de Cotegipe.


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ISSN: 1981-478X


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