Loucura e Racismo em Lima Barreto

Marco Antonio Arantes

Resumo

 O artigo destina-se a analisar a questão racial na obra de Lima Barreto e a sua articulação com o  tema da  loucura. Enfatiza o  surgimento de um  racismo biológico  inteiramente centrado  em  torno  de  uma  biologia  de  tipo  racista  e politicamente utilizada por  intelectuais que se posicionaram no período  como  divulgadores  e  portadores  de  discursos  de verdade sobre as raças. É importante enfatizar aqui a crítica de Barreto à historiografia da época dedicada ao estudo das  teorias raciais  e  o  desvelamento  das  intenções  racistas  das  teorias eugênicas,  que  mediante  constatações  biológicas,  tentavam legitimar  e  justificar  a  “inferioridade  racial”  dos  grupos minoritários, entre eles, negros e mulatos. Ressalta-se ainda, a justificada preocupação com o preconceito racial e as escassa
possibilidade  de  ascensão  do  negro  na  sociedade,  o  que
motivara no uso da bebida como motivo de extravasamento da  
rejeição  social.

Palavras-chave

Lima Barreto; loucura; teorias raciais; branqueamento; eugenia

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