O Corpo: imaginação e pensamento

Sérgio Manuel

Resumo

O autor deste ensaio procura denunciar os exageros do racionalismo da cultura ocidental, onde o dualismo corpo-alma é o reflexo do dualismo senhor-servo. Ora, o primeiro grande racionalista da era moderna é Descartes (1596-1650) que vê,
no ser humano, duas substâncias diferentes: o corpo, substância material e a alma, substância imaterial. A educação física nasce em pleno triunfo do “erro de Descartes” e, atendendo ao dualismo corpo-alma, destinava-se à educação do corpo, enquanto físico, objeto material. Fundamentado na
fenomenologia, na complexidade (Edgar Morin) e na ciência atual, o autor deste ensaio transforma a área da educação física, na área da “motricidade humana” (o ser humano, em movimento intencional, tentando superar e superar-se), dando
a esta expressão um significado científico, como nova ciência humana (a ciência da motricidade humana), e político, como ciência crítica, que rejeita todos os dualismos, incluindo os sociais e políticos

Palavras-chave

Racionalismo; Complexidade; Dualismo; Motricidade Humana; Corpo-Objeto; Corpo-Sujeito.

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