ENTERRADOS VIVOS: A PRISÃO POLÍTICA NA DITADURA URUGUAIA E O CASO DOS REFÉNS

Enrique Serra Padrós

Resumo

O presente artigo analisa a modalidade repressiva da ditadura uruguaia conhecida como “Política de Reféns”. A mesma foi utilizada como mecanismo preventivo contra hipotéticas ações que pudessem ser realizadas contra alvos identificados com o regime. Consistiu na imposição de rigoroso isolamento sobre diversas lideranças da guerrilha tupamara, detidas e transformadas em reféns. Enquanto tais, estes foram submetidos a duríssimas condições de sobrevivência em locais desconhecidos de todo o país (através de um sistema de rodízio). Os reféns foram tratados como “inimigos internos” particulares, sofrendo uma experiência carcerária inédita no Cone Sul. A aplicação de tal modalidade repressiva foi ancorada nos marcos da Doutrina de Segurança Nacional e fez parte das engrenagens do terrorismo de Estado uruguaio.

Palavras-chave

Ditadura Uruguaia, Ditaduras de Segurança Nacional, Terrorismo de Estado, Política de Reféns, Prisão Política.

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