FRONTEIRAS TERRITORIAIS VERSUS FRONTEIRAS IDEOLÓGICAS: A GEOPOLÍTICA DO ANTICOMUNISMO NO MARCO DAS DISCUSSÕES SOBRE TERRORISMO DE ESTADO NO CONE SUL

Marla Barbosa Assumpção

Resumo

O presente artigo se propõe a analisar, no marco das discussões sobre Terrorismo de Estado, os aspectos concernentes à diretriz das “fronteiras ideológicas”, a qual, dentre outros aspectos, subordinou as fronteiras territoriais dos países geridos pela Doutrina de Segurança Nacional. Essa noção contribuiu para pautar as ações das ditaduras civil-militares das décadas de 1960 e 1970 vigentes no Cone Sul e legitimou as ações de controle, perseguição e repressão ao denominado “inimigo interno” desses regimes. No tocante ao caso brasileiro, nesse contexto, a região fronteiriça do estado do Rio Grande do Sul esteve no centro dos acontecimentos, uma vez que o combate aos opositores não ficava circunscrito apenas ao território nacional e que, portanto, a fronteira deveria ser fluida para a ação repressiva, por um lado, e barreira para os “inimigos” do regime por outro, tendo em vista a diretriz supracitada.

Palavras-chave

Terrorismo de Estado, Doutrina de Segurança Nacional, “fronteiras ideológicas”.

Texto completo:

PDF