ENTERRADOS VIVOS: A PRISÃO POLÍTICA NA DITADURA URUGUAIA E O CASO DOS REFÉNS

Autores

  • Enrique Serra Padrós

Palavras-chave:

Ditadura Uruguaia, Ditaduras de Segurança Nacional, Terrorismo de Estado, Política de Reféns, Prisão Política.

Resumo


O presente artigo analisa a modalidade repressiva da ditadura uruguaia conhecida como “Política de Reféns”. A mesma foi utilizada como mecanismo preventivo contra hipotéticas ações que pudessem ser realizadas contra alvos identificados com o regime. Consistiu na imposição de rigoroso isolamento sobre diversas lideranças da guerrilha tupamara, detidas e transformadas em reféns. Enquanto tais, estes foram submetidos a duríssimas condições de sobrevivência em locais desconhecidos de todo o país (através de um sistema de rodízio). Os reféns foram tratados como “inimigos internos” particulares, sofrendo uma experiência carcerária inédita no Cone Sul. A aplicação de tal modalidade repressiva foi ancorada nos marcos da Doutrina de Segurança Nacional e fez parte das engrenagens do terrorismo de Estado uruguaio.

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Publicado

08-09-2013

Como Citar

PADRÓS, E. S. ENTERRADOS VIVOS: A PRISÃO POLÍTICA NA DITADURA URUGUAIA E O CASO DOS REFÉNS. Espaço Plural, [S. l.], v. 13, n. 27, p. 13–38, 2013. Disponível em: https://saber.unioeste.br/index.php/espacoplural/article/view/8570. Acesso em: 22 maio. 2022.

Edição

Seção

Dossiê: Ditaduras de Segurança Nacional e Terrorismo de Estado