Memórias da luta pela terra: De sem-terra migrantes às ocupações coletivas

Davi Félix Schreiner

Resumo


O  artigo  analisa  dimensões  do  processo  de migração  de  trabalhadores  sem-terra,  do  Oeste  e Sudoeste do Paraná, durante os anos 1980, para projetos de  colonização.  A  migração  rural  constituiu  uma estratégia social de reprodução das unidades familiares e de seus modos de vida no campo. Ao mesmo tempo, as experiências de deslocamentos e o cotidiano vivido em projetos  de  colonização  (de  choques  culturais,  de precariedade  material,  de  sujeição  e  de  exploração) engendram  a  resistência  à migração,  uma  identidade política no  fazer-se de um movimento  social  (o MST), com estratégias coletivas de  luta pela  terra e pela reforma agrária. Esse processo evidencia  representações  sociais da  terra, articuladas aos modos de vida dos camponeses e às  suas práticas políticas.

Palavras-chave


Migração; Sem-terra; MST

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ISSN: 1981-478X


 Periodicidade: Semestral

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