El objetivo principal de este estudio es analizar los conflictos ambientales que involucran situaciones de injusticia ambiental en la comunidad indígena de Parnamirim, Caucaia, Ceará. Buscamos comprender la recuperación de tierras como una estrategia utilizada por los residentes locales para resistir las amenazas constantes a su territorio, como las relacionadas con la expansión del mercado inmobiliario, las prácticas turísticas depredadoras y el desarrollo de la agricultura extensiva. Para ello, utilizamos metodologías de investigación cualitativa que incluyeron investigación bibliográfica con un marco teórico sobre categorías y conceptos rectores relacionados con la justicia e injusticia ambiental, los procesos de territorialización y los conflictos ambientales, la investigación documental y el análisis de dos decretos municipales, y el trabajo de campo en la recuperación de Parnamirim realizada entre octubre de 2022 y abril de 2025. Entre los principales resultados, identificamos conflictos ambientales relacionados con la comunidad de Parnamirim, que involucran diferentes usos del territorio por parte de residentes indígenas y no indígenas, un grupo empresarial y el Estado en la figura del Gobierno Municipal de Caucaia. Además, fue posible identificar que, en las circunstancias investigadas, la recuperación de tierras resultó ser un mecanismo importante de lucha y acceso a la tierra y al territorio, aunque de manera provisional, en un contexto de intensa conflictividad ambiental. Palabras clave: Conflictos ambientales; Recuperación de tierras; Injusticia ambiental; Usos del territorio.
DOI:
https://doi.org/10.48075/amb.v7i2.33641Abstract
Agribusiness is based on the surplus value production and it is antagonistic to traditional ways of life, which organization is based on the co-evolution with nature, social, environmental and cultural practices, all of them respect all forms of life. The Agroecology is opposed to the agribusiness, it is in dialogue with the traditional ways of life, which has a strong peasant base. It is understood as science, movement and practice, constructed and lived by diverse social actors, institutions and organizations, as a way of producing and living. In this sense, sought to analyze the agroecological territoriality of babassu coconut crackers in the southern region of Piauí, in a context of agribusiness expansion. The research was conducted using a qualitative methodology with a participatory approach, based on semi-structured interviews in a community. The analysis was carried out using the critical dialectical approach, employing three categories that define agroecology: dialogues of knowledge; socio-productive practices and political project. The results show that the territoriality developed by the coconut breakers is based on: traditional knowledge (ancestry and orality) questioning the role of classical scientific knowledge; the execution of socio-productive practices sustained under agroecological conditions; and the concretion of the political practice which aims to resist the advance of the agribusiness model. Therefore, the research contributes to the discussion of the link between theory and practice in agroecological and geographical studies.
Keywords: Territory; Ancestry; Peasant production; Gender; Piauí-Brazil.
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